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COMEÇAR DE NOVO
Emmanuel
Erros passados, tristezas contraídas, lágrimas
choradas, desajustes crônicos!...
Às vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem
extintas, que todas as portas se mostram cerradas à necessária renovação!...
Esqueces-te, porém, de que a própria sabedoria
da vida determina que o dia se refaça cada amanhã.
Começar de novo é o processo da Natureza,
desde a semente singela ao gigante solar.
Se experimentaste o peso do desengano, nada te
obriga a permanecer sob a corrente do desencanto. Reinicia a construção de
teus ideais, em bases mais sólidas, e torna ao calor da experiência, a fim
de acalentá-los em plenitude de forças novas.
O fracasso visitou-nos em algum tenta-me de
elevação, mas isso não é motivo para desgosto e autopiedade, porquanto,
freqüentemente, o malogro de nossos anseios significa ordem do Alto para
mudança de rumo, e começar de novo é o caminha para o êxito desejado.
Temos sido desatentos, diante dos outros,
cultivando indiferença ou ingratidão; no entanto, é perfeitamente possível
refazer atitudes e começar de novo a plantação da simpatia, oferecendo
bondade e compreensão àqueles que nos cercam.
Teremos perdido afeições que supúnhamos
inalteráveis; todavia, não será justo, por isso, que venhamos a cair em
desânimo.
O tempo nos permite começar de novo, na
procura das nossas afinidades autênticas, aquelas afinidades suscetíveis de
insuflar-nos coragem para suportar as provações do caminho e assegurar-nos o
contentamento de viver.
Desfaçamo-nos de pensamentos amargos, das
cargas de angústia, dos ressentimentos que nos alcancem e das mágoas
requentadas no peito! Descerremos as janelas da alma para que o sol do
entendimento nos higienize e reaqueça a
casa íntima.
Tudo na vida pode ser começado de novo para
que a lei do progresso e de aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções.
Efetivamente, em muitas ocasiões, quando
desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas na Obra do
Senhor, voltamos tarde a fim de revisá-las e reassumi-las, mas nunca tarde
demais.l
(Do livro "Alma e Coração", de Francisco
Cândido Xavier, pelo Espírito de Emmanuel) |