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INIMIGOS
OCULTOS
Emmanuel
Mencionamos, com muita
freqüência, que os inimigos exteriores são os piores expoentes de
perturbação que operam em nosso prejuízo. Urge, porém, olhar para dentro de
nós, de modo a descobrir que os adversários mais difíceis são aqueles de que
não nos podemos afastar facilmente, por se nos alojarem no cerne da própria
alma.
Dentre eles, os mais
implacáveis são:
- o egoísmo, que nos
tolhe a visão espiritual, impedindo vejamos as necessidades daqueles que
mais amamos;
- o orgulho, que não
nos permite acolher a luz do entendimento, arrojando-nos a permanente
desequilíbrio;
- a vaidade, que nos
sugere a superestimação do próprio valor, induzindo-nos a desprezar o
merecimento dos outros;
- o desânimo, que nos
impele aos precipícios da inércia;
- a intemperança
mental, que nos situa na indisciplina;
- o medo de sofrer,
que nos subtrai as melhores oportunidades de progresso, e tantos outros
agentes nocivos que se nos instalam no Espírito, corroendo-nos a energias e
depredando-nos a estabilidade mental.
Para a transformação
dos adversários exteriores contamos, geralmente, com o amparo de amigos que
nos ajudam a revisar relações, colaborando conosco na constituição de novos
caminhos; entretanto, para extirpar os que moram em nós, vale tão-somente o
auxílio de DEUS, com o laborioso esforço de nós mesmos.
Reportando-nos aos
inimigos externos, advertiu-nos JESUS que é preciso perdoar as ofensas
setenta vezes sete vezes, e decerto que para nos descartarmos dos inimigos
internos – todos eles nascidos na trevas da ignorância – prometeu-nos o
Senhor: “conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”,
o que equivale dizer
que só estaremos a salvo de nossas calamidades interiores, através de árduo
trabalho na oficina da educação.
Livro: Alma e Coração.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
NA
SUBLIME INICIAÇÃO
EMMANUEL
Quando Jesus nos
convocou à perfeição, conhecia claramente a carga de falhas e deficiências
de que estamos ainda debitados perante a Contabilidade da Vida.
Urge, assim, penetrar
o sentido de semelhante convite, aceitando, de nossa parte, a sublime
iniciação.
Na subida áspera em
demanda aos valores eternos, as Leis do Universo não nos reclamam qualquer
ostentação de grandeza espiritual. Criaturas em laboriosa marcha na senda
evolutiva atendamos, desse modo, aos alicerces do aprendizado.
Nas horas de crise, os
Estatutos Divinos não nos rogam certidões de superioridade a raiarem pela
indiferença, e sim, que saibamos sofrê-las com reflexão e dignidade,
assimilando os avisos da experiência.
Renteando com injúrias
e zombarias, as instruções do Senhor não exigem de nós a máscara da
impassibilidade, e sim, que as vençamos de ânimo forte, assimilando-lhes a
passagem com a benção da compreensão fraternal.
Defrontados por
tentações, a vida não espera que estejamos diante delas, em regime de
anestesia, e sim, que busquemos neutralizá-las com paciência e coragem,
entesourando os ensinos de que se façam mensageiras, em nosso próprio favor.
Abstenhamo-nos de
adornar a existência com expectações ilusórias. Somos criaturas humanas, a
caminho da sublimação necessária e, nessa condição, errar e corrigir-nos
para acertar sempre mais, são impositivos de nosso roteiro. Conquanto isso,
porém, permaneçamos convencidos, desde hoje, de que se por agora não nos é
possível envergar a túnica dos anjos, podemos e devemos matricular-nos na
escola dos espíritos bons.
Livro: Alma e Coração.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
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