Em verdade, aos olhos dos homens,
o Messias expirara em aflitiva derrota.
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Mestre – sofrera o abandono dos
próprios discípulos.
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Instrutor – fora esquecido de
quantos lhe haviam recolhido a benção de luz.
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Benfeitor – contara com o
vilipendio daqueles a quem ofertara alegria e compreensão.
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Médico – surpreendera-se com as
acusações dos próprios enfermos aos quais presenteara com os dons da
saúde.
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Amigo fiel de todos – fora por
quase todos escarnecido.
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Ainda assim, da cruz do suposto
Grande Morto que soubera preparar-se para a morte, uma luz nova brotou na
ressurreição para a Humanidade terrestre.
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Depois da mensagem de confiança
que o triunfo sobre a morte lhe carreou para as criaturas da Terra, as algemas
da escravidão foram dissolvidas ao calor da justiça, a caridade ergueu templos
de amos sobre os pântanos da crueldade, o clarão da fé superou as trevas do
dogmatismo para desvelar infinitos horizontes no Céu e a fraternidade inflamou
lumes de esperança em todos os caminhos do Globo, para que os homens se façam
verdadeiros irmãos!
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Não nos esqueçamos do que o Grande
Ressuscitado, não é tão-somente o salvador gratuito que nos estende socorro nas
provações que nos burilam a alma.
É também, no mundo, o Mestre da Vida, ensinando-nos, com experiência de
cada dia, a ciência da morte, pela qual poderemos atingir, com Ele, a vitória da
ressurreição.
Psicografia Chico Xavier –
Espírito Emmanuel – Livro “Além da Alma”.
Digitado por Antonio Carlos
B.Sanchez