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a posse
da felicidade
Emmanuel
Meus amigos, não
são poucas as ilusões que o homem necessita alijar do seu coração, para a
posse dessa felicidade em cuja busca consome os seus dias, destruindo às
vezes ineficazmente as suas forças.
*
A vida é o
patrimônio sagrado de energias que a alma precisa coordenar para a
aquisição de sua ventura espiritual, convindo não esquecerdes os vossos
deveres sociais e espirituais dentro de qualquer situação em que sejais
colocados.
Muitos de vós pedis
uma palavra nossa, uma orientação e um conselho, porém, não vos esqueçais
que através do luminoso oráculo de vossas consciências, Deus se manifesta
porque Deus é a Verdade para eliminardes dos vossos espíritos o fardo de
enganos, que carregais freqüentemente anos a fio, adquirindo penosamente
as experiências que representam as riquezas em vossas almas, de Sua
presença constante em seus próprios corações.
*
Todos vós sois
falíveis.
O homem luta a vida
inteira com o assédio das tentações e, às vezes, cai nas ciladas que as
suas próprias ilusões lhe preparam, causando-lhe danos que apenas os
séculos de dores expiatórias podem reparar.
*
Tendes, entretanto
o meio de evitardes as quedas que tão dolorosamente vos surpreendem,
perturbando a vossa marcha ascensional para Deus.
Observai-vos
intimamente.
Sede tolerante com
o vizinho, sendo severos conosco mesmo.
*
Todas as lições de
moral são batidas e velhas, afirmais naturalmente.
Todavia, as vossas
novidades cientificas e religiosas só vos tem perturbado, conduzindo aos
beirais de abismos tenebrosos.
*
É ainda exemplos do
passado que devereis volver os olhos.
É ainda
fortificando o instituto sagrado da família, reatando os laços da fé,
confiando em uma Justiça Superior que podeis beneficiar à vossa
civilização corrompida por todos os abusos, regenerando os seus costumes
em todas as esferas das atividades individuais e coletivas.
Vós, porém, amigos,
tendes a missão consoladora.
Mãos à obra! ... e
que o Evangelho do Mestre Divino seja o vosso roteiro em todos os
momentos.
Livro: Ação, Vida e Luz
– Psicografia: Francisco C. Xavier – Espíritos Diversos.
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