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recristianização dos homens
Emmanuel
No conformismo que
caracteriza os tempos modernos, não são poucos os espíritos da literatura
e da filosofia que apelam para a recristianização dos homens.
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Entretanto, não
falamos de recristianização, por quanto o afinamento da mentalidade do
mundo terrestre no ideal de perfeição e de amor de Jesus Cristo não chegou
a se verificar em tempo algum.
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Apelamos para a
cristianização de todos os espíritos e é dentro desse sentido que se
guarda o mais alto objetivo de todas as nossas mensagens extraterrestres.
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O homem cresceu e
evoluiu fisicamente, sem que progredisse, em identidade de circunstâncias,
à sua posição espiritual.
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Algumas almas
nobilíssimas trouxeram-lhe num esforço generoso as grandes idéias dos seus
tratados de filosofia social e política.
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Todos esses gênios
do Espaço, encarnados no mundo viveram isolados de seus contemporâneos.
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Incompreendidos no
seu século, apenas conseguiram uma facção de entendimento da posteridade,
quando a morte já os havia arrancado do cenário de atividades do mundo.
E se me refiro a
esses grandes espíritos da Humanidade é somente para salientar que as
idéias evoluídas do campo social deveram somente a eles o seu surto, no
seio das coletividades, nestes últimos anos do Planeta.
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A prova disso é que
os homens, como os Estados que são os aparelhos físicos da coletividade
terrestre e humana, regressam atualmente a todos os processos da força.
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A coroa foi
substituída pelo poder integral e absoluto dos ditadores nos vossos tempos
de incompreensão.
Os últimos
acontecimentos nas chancelarias européias são a prova do nosso asserto.
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Não existe tanta
necessidade de expansão por parte das potencias imperialistas.
O que existe é a
dilatação do espírito agressivo dos povos considerados fortes, em virtude
das conquistas fáceis da força bruta.
Em todos eles
prevalece somente a vontade de potencia e o interesse inferior do domínio
político.
Ontem era a Itália,
dividindo a Abssínia, sem que o direito internacional estabelecesse a
posição histórica dos humilhados e agora é o Japão querendo transformar
500 milhões de chineses em instrumentos de sua ambição, para marchar com
novas hostes de Gengis Khan sobre o mundo europeu, como aconteceu há nove
séculos; é a Alemanha, apoderando-se sumariamente da Áustria, a Espanha
debatendo-se na guerra terrível das ideologias.
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As nações
interessadas igualmente no poderio internacional fazem as comédias
diplomáticas, nos seus reconhecimentos "de jure" ou "de fato", mas a
verdade que ressalta de tudo isso, de todos esses acordos é que a
mentalidade humana retrocedeu alguns séculos, no que se refere à sua
posição espiritual.
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Consideremos,
porém, que é a própria ambição de cada país que fará apodrecer todos os
eixos diplomáticos e todas as alianças do poderio militar, lançando sobre
as almas o fantasma do morticínio e do sofrimento.
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O quadro da
civilização européia, desenvolvida no Mediterrâneo que ficou como escola
terrível de suas ambições e de seus absurdos, é bastante doloroso para
quantos se preocupam com os problemas sérios e graves da vida.
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A guerra é
inevitável nessa civilização que depende exclusivamente do militarismo.
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Os grandes
exércitos são a sua grande ruína, todavia, consideremos que Jesus está no
leme e o seu barco não pode sossobrar.
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Que Deus se apiede
de todos nós, tornando-nos dignos da grande tarefa de reviver o Evangelho,
em sua expressão pura e simples, para o necessário reerguimento moral da
Humanidade.
(Página recebida pelo
médium Francisco C. Xavier, em reunião da noite de 17 de março de 1938, em
Pedro Leopoldo, Minas).
Livro: Ação, Vida e Luz
– Psicografia: Francisco C. Xavier – Espíritos Diversos.
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