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DÉBITO
ESTACIONÁRIO
André Luiz
Prosseguimos administrando fraterno
auxílio ao lar de Marina, incluindo a assistência ao companheiro que o
nosocômio ainda acolhia, encontrando excelentes oportunidades de estudo e
observação.
Conclusões e apontamentos
felicitavam-nos a cada passo.
Tarefas e excursões cobriam-se de
êxito desejável, quando, certa noite, no parlatório, dói Silas procurado
por um companheiro aflito, que avisou, atencioso:
-Assistente, nossa irmã Poliana
parece vergar, em definitivo, ao peso da imensa prova.
-Revoltada? – indagou nosso amigo
com inflexão de paciência e bondade.
-Não – aclarou o interpelado. –
Nossa irmã está enferma e o equilíbrio orgânico declina de hora a hora...
Apesar disso vem lutando heroicamente para conservar-se ao pé do filho
infeliz.
Silas refletiu por momentos
rápidos e falou resoluto:
-É imperioso agir sem demora.
E qual acontecera em
circunstâncias anteriores, utilizamos a volitação para lograr mais tempo.
A breve minutos achávamo-nos em
paisagem rural pobre e triste. Num casebre totalmente exposto à ventania
noturna infortunada mulher jazia enrolada em farrapos, numa esteira de
palha aos rés do solo e, a poucos metros, mísero anão paralítico exibia o
semblante alvar. Reconhecia-se-lhe, de pronto, a idiotia completa, sob a
vigilância da enferma desditosa que o fitava entre a aflição e o
desencanto.
Abarcando-os com o olhar, nosso
condutor informou solícito:
-Temos aqui nossa irmã Poliana e
Sabino, o filho desventurado que o Poder Celeste lhe confiou;
Espiritualmente, são ambos tutelados da Mansão, em pedregoso caminho de
reajuste.
Entretanto, o generoso amigo
parecia mais interessado na assistência prática que na obra informativa.
Inclinando-se, atento, para a
desventurada mulher, auscultou-lhe o tórax, explicando algo inquieto.
-Caso urgente.
E, convidados ao concurso
imediato; associamo-nos à minuciosa pesquisa, observando que o coração da
enferma apresentava alarmante arritmia, figurando-se-nos agitado
prisioneiro a emaranhar-se nas artérias estreitas em estranhas
calcificações.
Examinando aquele atormentado
quadro circulatório, o Assistente informou:
-Os vasos enfraquecidos do
miocárdio ameaçam ruptura próxima, porquanto a doente se encontra na
tensão de angústia extrema. A parada súbita do órgão central pode ocorrer
a um instante para outro.
Assim dizendo, relanceou o olhar
sobre o homem-criança, estirado a dois passos, e acrescentou:
-Entretanto, Poliana precisa mais
tempo no corpo, de vez que o filho dispensa os cuidados. Acham-se não
apenas jungidos à mesma prova, mas imanizados ao mesmo clima fluídicos,
reciprocamente alimentados pelas forças que exteriorizam, no campo da
afinidade pura. Dessa maneira, a desencarnação da genitora repercutiria
mortalmente sobre o filho, cuja existência, no estágio de segregação em
que se encontra, gravita, invariável, em derredor da carícia materna.
Aflitiva expectação caiu sobre
nós.
Silas como que buscava, na choça
desguarnecida de tudo, algo que pudesse funcionar à guisa de socorro,
todavia, somente velho cântaro ali guardava pequena porção d’água.
O assistente comunicou-nos que a
enferma reclamava medicação imediata, considerando, porém, que naquela
hora da noite não era fácil trazer algum companheiro encarnado ao sítio
deserto, nem dispúnhamos, ali, de recursos quaisquer.
Ainda assim, vemo-la aplicar-lhe
passes à glote, com desvelada atenção.
Logo após, administrou recursos
fluídicos à linfa pura.
Compreendemos que Silas ativara a
sede na doente, constrangendo-a a servir-se de água simples então
convertida em líquido medicamentoso.
Despendendo enorme esforço,
Poliana abandonou o leito e buscou lo pote humilde.
Após beber ligeiros goles,
asserenou as próprias ânsias, qual se houvera sorvido valiosa poção
calmante.
As preocupações obcecantes da
hora em curso cederam lugar à bonança de espírito.
Foi assim que o diretor de nossa
excursão, acariciando-lhe a fronte, pendida nos molambos a se agregarem
por travesseiro, transmitia-lhe forças revigorantes.
Decorridos alguns minutos,
Poliana mostrava-se plenamente fora do vaso físico, mas sem a necessária
lucidez espiritual para identificar-nos a presença. Contudo, subordinada
ao comando magnético de Silas, ergueu-se automaticamente. Enlaçada por ele
e seguidos ambos por nós, demandamos bosque vizinho.
Longe de perceber-se sob a
assistência carinhosa de que era objeto, a enferma ausente do corpo de
carne, como um sonho consolador, foi convenientemente acomodada por Silas
no tapete de relva macia, sentido-se calma e leve...
Finda essa operação, o Assistente
convocou-nos à prece e, levantando o olhar para o firmamento faiscante de
estrelas, rogou compungidamente:
- “Pai de Infinita Bondade, Tu que dás
provimento às necessidades do verme aparentemente esquecido no ventre do
solo, que vestes a flor anônima, perfumando-lhe a contextura, muitas vezes
sobre a lama do charco, desce compassivo olhar sobre nós, que nos
tresmalhamos a distância de teu amor!”.
“Em particular, Pai Justo, compadece-Te de
nossa Poliana vencida!...”.
”Ela não é mais, Senhor, a mulher sequiosa
de aventura e de ouro, disposta a lançar lodo e treva no caminho dos
semelhantes, mas sim pobre mãe fatigada, reclamando novas forças para a
renúncia! Não é mais a moça vaidosa que tripudiava nos tormentos do
próximo, mas triste mendiga, anulada para o trabalho, que soluça de porta
em porta, esmolando o pão com que deve sustentar o torturado filho de sua
dor e nutrir a própria vida”.
“Ó Pai, não a deixes perder agora a bênção
do corpo, na senda redentora onde se arrasta!”.
“Acrescenta-lhe os recursos para que não
interrompa a experiência sublime em que se localiza...”.
“Tu que nos deste, pelo Cristo, a
divina revelação do sofrimento, como sendo o roteiro de nossa recondução
para os Teus braços, ajuda-a a refazer as energias aniquiladas, a fim de
que não pereça antes de encontrar a nova luz que lhe aguarda o coração
para a subida à Glória Eterna...” ““.
A voz de Silas tocada de profunda
fé; arrebatava-nos, ao pranto insofreável.
Azulíneas cintilações
nimbavam-lhe a cabeça e, como resposta do Alto, ali, na selvagem floração
do bosque ermo, vimos, ao longe, cinco flamas, em pontos diferentes do
Espaço, que se aproximavam de nós, celeremente...
Renteando conosco,
transfigurou-se em companheiros que nos saudaram regozijantes.
Em rápidos minutos, energias
imponderáveis da Natureza, associadas aos fluidos de plantas medicinais,
foram trazidas à nossa enferma, que as inalava a longos sorvos, e, em
tempo breve, vimos Poliana surpreendentemente refeita, pronta para retomar
o envoltório para a necessária restauração.
-Ricos da Terra – pensei com
lágrimas -, onde o poder das vossas arcas abarrotadas de ouro, ante a
simples fulguração de um aprece? Onde a grandeza de vossos palácios,
recheados de fausto e pedraria, confrontada com um simples minuto de
reverência da alma, em comunhão com a Paternidade de Deus, na majestade do
Céu?
Incapaz de raciocinar por si,
quanto à metamorfose experimentada, por forças das inibições que sofria na
provação temporária, a doente não conseguia ver-nos, mas sorria,
venturosa, sentindo-se mais robusta e mais ágil.
Novamente amparada, regressou ao
tugúrio infecto e auxiliamo-la a retomar a cápsula física.
Enquanto descerrava os olhos,
reconfortada, Silas esclareceu:
-As melhoras adquiridas pela
organização perispirítica serão apressadamente assimiladas pelas células
do equipamento fisiológico.
E acentuou:
-Sabem os médicos terrenos que o
sono é um dos ministros mais eficientes da cura. É que, ausente do corpo,
muitas vezes consegue a alma prover-se de recursos prodigiosos para a
recuperação do veículo carnal em que estagia no mundo.
Após a elucidação, afagou os
cabelos grisalhos da pobre doente e prometeu-lhe em voz alta:
-Descanse. Quando o dia
ressurgir, nossos companheiros trarão até aqui o socorro da caridade
fraternal, valendo-se de algum samaritano das redondezas...Permitirá o
Senhor que você continue...
Em seguida, convidou-nos a
observar o campo orgânico de Sabino.
Por fora, sim, era ele dolorosa
máscara de anormalidade e aberração. Mirrado nada medindo além de noventa
centímetros, tresandando odores fétidos, inspirava compaixão e
repugnância.
A fisionomia denotava
configuração macacóide, exibindo, porém, no sorriso inconsciente e nos
olhos semilúcidos, a expressão de um palhaço triste.
Recomendou-nos o Assistente
auscultar-lhe o campo íntimo, e, em razão disso, findos alguns minutos de
reflexão, assimilaram-lhe a faixa mental, observando-lhe as singulares
reminiscências...
Demonstrando viver essencialmente
distante da realidade, a memória de Sabino mergulhava, toda, em quadros
estranhos.
Corporificados ante a nossa visão
espiritual, os pensamentos dele tomavam consistência, compelindo-nos a
enxerga-lo qual se sentia em verdade. Viamo-lo em trajes de palaciano bem
posto, influenciando pessoas categorizadas para a consumação de crimes
ocultos, a culminarem sempre a flagelação do povo. Viúvas e órfãos;
trabalhadores humildes e escravos misérrimos. Palacetes aristocráticos e
mesas opíparas constavam por detalhes faustosos das lembranças que lhe
povoavam o espírito...E, ao seu lado, sempre a mesma mulher, cujo porte
soberbo revelava Poliana, aquela mesma Poliana que jazia inerme na esteira
de palha...Assombrados, identificávamos ambos cercados de luxo e ouro,
manchados, porém, de sangue, ao qual se faziam plenamente insensíveis...
Reconhecíamos sem dificuldade que
mantinham consigo escusos compromissos um com o outro, no terreno da
crueldade.
Sabino, o fidalgo orgulhoso, não
tomava conhecimento de Sabino, o anão paralítico. Em absoluta
introspecção, revivia o pretérito, com requintes de egolatria,
demonstrando-se na posição do homem iludido por mentirosa superioridade à
frente dos semelhantes.
Percebendo-nos a perplexidade,
Silas observou:
-Decerto, não lhe ouviremos a
palavra articulada, mudo e surdo qual se encontra, mas podemos
consultar-lhe o pensamento, porquanto reagirá em pensamento,
respondendo-nos às interpelações, através da conversação ideada. Para
isso, porém, é imprescindível lhe dispensemos o tratamento devido à
personalidade que julga viver...Metalizemo-lo como sendo o Barão de S...,
Título que exibiu na existência última e como qual se desvairou
calamitosamente nas trevas da delinquência e da vaidade.
Observando as manchas rubras nos
quadros vivos das vivas reminiscências em que se enclausurava, perguntei
com a gravidade natural que a experiência exigia:
-Barão, por que tanto sangue em
seu caminho? Terão muitos chorados, em torno de sua marcha?
Notei, perfeitamente, que ele não
recolhera a interrogação com os tímpanos comuns, mas a apreendera em
rogação de idéia, formulada de si para consigo, devolvendo-nos a seguinte
ponderação pelos fios mentais, em que comungávamos um com o outro, sem que
me identificasse por seu interlocutor invisível: - “Sangue e lágrimas,
sim!... Precisei de grande dose de semelhante material em meus
empreendimentos... Que triunfador do mundo não terá sangue e lágrimas, na
base das pirâmides da fortuna ou da dominação política em que todos eles
se apóiam? A vida é um sistema de luta, no qual a Humanidade se divide em
dois campos opostos – aquele dos que conquistam e aquele dos que são
conquistados... Sou um nobre... Não guardo a vocação de perder... Que
importa a aflição dos fracos, se a morte para eles significa descanso e
mercê?”.
Desliguei-me do foco mental em
que se lhe exprimiam os pensamentos e, depois de alguns instantes, nos
quais se consagrava Hilário ao mesmo exame que me tomara a atenção, o
Assistente esclareceu:
-Segundo é fácil de concluir,
ante a perquirição da ciência terrestre vulgar, Sabino será o idiota
paralítico, surdo e mudo de nascença... Para nós, no entanto, é um
prisioneiro ainda perigoso, engaiolado nos ossos físicos, de cuja
tessitura, por agora, não tem qualquer noção, tal o egoísmo que ainda lhe
turva a alma, em processo de incontrolável hipertrofia... A sede da posse
ignóbil e o orgulho virulento perverteram-lhe a vida íntima, fixando-o em
pavoroso labirinto de sinistros enganos, que resultam para ele em completa
alienação mental no tempo, de vez que o relógio avança na contagem dos
dias, enquanto se mantém parado nas reminiscências em que se supõe
dominador na Terra, vivendo o pesadelo criado por si próprio...
Diante dos problemas que o estudo
suscitava, indagou Hilário, surpreso:
-Mas... Onde a vantagem de
semelhantes padecimentos?
Silas esboçou leve expressão de
tristeza e considerou:
-Temos sob nossa atenção
lamentável débito congelado. Nosso pobre companheiro, deploravelmente
tombado, praticou numerosos delitos na Terra e no Plano Espiritual e, há
mais de mil anos, vem sucumbindo, vaidoso e desprevenido, às garras da
criminalidade... De existência em existência, não soube senão consumir os
recursos do campo físico, tumultuando as paisagens sociais em que o Senhor
lhe concedeu viver. Calamidades diversas, como sejam homicídios,
rebeliões, extorsões, calúnias, falências, suicídios, abortos e obsessões
foram por ele provocados, desde muitos séculos, porquanto nada viu à
frente dos olhos senão o seu egoísmo a saciar... Entre o berço e o túmulo,
é o desatino incessante, e, do túmulo para o berço, é a maldade fria e
inconseqüente, apesar das intercessões de amigos abnegados, que o amparam
em novas tentativas de regeneração e levantamento. Quase sempre inspirado
nos pontos de vista de Poliana, que lhe vem sendo a companheira de
múltiplas jornadas, cristalizou-se como infeliz empresário do crime,
agigantando-se-lhe de tal modo o desequilíbrio na existência última,
terminada no suicídio indireto através do mergulho deliberado na viciação,
que não houve outro remédio para ele senão o insulamento absoluto na
carne, ao nevoeiro da romagem presente, na qual o identificamos, assim,
como fera enjaulada na armadura de células aviltantes, sob a custódia da
mulher que o ajudou nas quedas sucessivas; erigida agora à posição de
enfermeira maternal do seu longo infortúnio. Poliana, a companheira fútil
e transviada do bem, que habitualmente escolhei para si a condição de
boneca do prazer delituoso, acordou, além-túmulo, para as realidades da
vida, antes dele... Despertou e sofreu muito, aceitando a tarefa de
auxilia-lo na recuperação em que, por certo, despenderão muito tempo
ainda...
No campo perispiritual do anão
ensimesmado, observamos, através da sua aura verde-trevosa, que todas as
energias dos seus fulcros vibratórios refluíam sobre os pontos de origem,
dando-nos a impressão de que Sabino estava enovelado inteiramente em si
mesmo, à maneira da lagarta ilhada no casulo dela própria nascido.
Às perguntas que não nos foi
possível sopitar, respondeu Silas com presteza:
-Nosso amigo, até que se
amadureça em espírito para a renovação necessária, guarda a mente
trabalhando em circuito fechado, isto é, pensa constantemente para si
mesmo, incapaz da permuta de vibrações com os semelhantes, exceção feita
com Poliana, de quem se fez satélite mudo e expectante, como parasita em
fronde seivosa. Sabino é um problema de débito estacionário, porque faz em
processo de hibernação espiritual, compulsoriamente enquistado no próprio
íntimo, a benefício da comunidade de Espíritos desencarnados e encarnados,
porquanto tão expressivos se lhe destacam os gravames de ordem material e
moral que a sua presença consciente, na Terra ou no Espaço, provocaria
perturbações e tumultos de conseqüências imprevisíveis. Desfruta, desse
modo, uma pausa na luta, como ensaio de esquecimento a fim de que possa,
de futuro, encarar o montante dos compromissos em que se enleia,
promovendo-lhes solução digna nos séculos próximos, a golpes de férrea
vontade de renunciação de si mesmo.
-Mas indagou Hilário, inquieto –
não disporia a Espiritualidade Superior de elementos para encarcera-lo, à
distância da carne?
-Sim – confirmou Silas -, isso
não é impossível. Entretanto, se temos enxovias pungentes para a expiação
dos crimes que entenebrecem a mente humana, muitas delas a se expressarem
por vales de miséria e de horror, é preciso considerar que os delinqüentes
ais segregados atraem-se uns aos outros, contagiando-nos mutuamente das
chagas morais de que são portadores, gerando o inferno em que passam
transitoriamente a viver. Por outro lado, contamos com muitas
instituições, funcionando à semelhança de estufas, nas quais criaturas
desencarnadas dormem pacificamente largos sonos, mergulhadas nos pesadelos
que merecem até certo ponto, depois de efetuada a travessia do
sepulcro...Em Sabino, contudo, encontramos um caso excepcional de rebeldia
e delinquência sistemáticas, em cujas sombras, um dia, sentiu
baquearem-se-lhe as forças. O remorso feriu-lhe o coração como a bala
mortífera assalta um tigre solto... A prece fulgurou-lhe na consciência e,
antes que a sua nova atitude provocasse reações e vinditas soezes, entre
os que lhe seguiam os passos na rota perversa, recolheram-no à Mansão,
onde foi naturalmente magnetizado, caindo em hipnose de longo curso, sendo
recebido mais tarde pelo carinho de Poliana, então segregada em campo de
regeneração pelo sacrifício. Como vemos, tamanhas são as ligações de nosso
companheiro nos planos infernais que, por mercê de Jesus, foi ele ocultado
provisoriamente neste corpo monstruoso em que se faz não apenas
incomunicável, mas também de algum modo irreconhecível, em favor dele
próprio. É indispensável que o tempo com a Bondade Divina lhe amparem os
problemas aflitivos e complexos.
E, fitando-nos serenamente,
ajuntou:
-Compreenderam?
Sim, havíamos entendido.
A experiência, aos nossos olhos,
era dura, mas lógica, terrível, mas justa.
E como quem nada mais podia dar
ao triste amigo, além do coração, Silas afagou-lhe a cabeça imunda e
ofertou-lhe, comovido, a bênção de um aprece.
Da obra “AÇÃO E REAÇÃO” – ESPÍRITO: ANDRÉ LUIZ –
MÉDIUM: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
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