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DÍVIDA
EXPIRANTE
André Luiz
Era agora num
hospital, em triste pavilhão de indigentes, a nova lição que Silas nos
reservava.
Ganhando o interior,
diversos companheiros acolheram-nos, gentis. E, após saudações amigas, um
deles, o Atendente Lago, avançou para o mentor de nossos estudos,
cientificando:
-Assistente, o nosso
Leo parece gastar os derradeiros recursos da resistência...
Silas agradeceu a
informação e explicou que vínhamos justamente para colaborar no descanso
de que se fazia credor.
E atravessando longa
fila de leitos pobres, nos quais enfermos jaziam padecentes, ao pé de
alguns desencarnados em trabalho assistencial, estacamos junto de um
doente esquálido e angustiado.
À mortiça claridade
de pequena lâmpada, destinada à vigília da noite, vimos Leo, que uma
tuberculose pulmonar arrastava ao cepo da morte.
Não obstante a
dispnéia, mostrava o olhar calmo e lúcido, revelando perfeita conformação
aos padecimentos que o conduziam ao termo da experiência.
Recomendou-nos Silas
observar-lhe o corpo, entretanto, não havia muita particularidade a
destacar, porquanto os pulmões quase destruídos, através de sucessivas
formações cavitárias, haviam provocado tamanho abatimento orgânico, que o
vaso físico sob nossos olhos não era mais que um trapo de carne, agora
aberto à multiplicação de bacilos vorazes, aliados a exércitos microbianos
de variada espécie, a se apinharem, dominadores, na intimidade dos
tecidos, assim como inimigos implacáveis a se lhe apoderarem dos restos,
senhoreando todos os postos-chaves da defensiva.
Achava-se Leo, desse
modo, no veículo denso, à maneira de um homem irremediavelmente condenado
à expulsão da sua própria casa.
Todos os sintomas da
morte patenteavam-se, iniludíveis.
O coração fatigado
assemelhava-se a motor exausto, incapaz de liquidar os problemas da
circulação sangüínea, e todos os implementos da aparelhagem respiratória
esmoreciam, desnorteados, sob inexorável asfixia.
Leo, moribundo, era
um viajante habilitado à grande romagem, tão-somente à espera do sinal de
partida.
Ainda assim, estava
sereno e portava-se com bravura.
Tão acentuada se lhe
evidenciava a acuidade mental, que quase nos percebia a presença.
Silas, que lhe
acariciava a fronte com a destra generosa, disse-nos, atencioso:
- Já que vieram para
anotar um processo de dívida expirante, podem algo perguntar ao
companheiro, cuja memória se revela, tanto quanto possível, consciente e
vigilante.
-Ouvir-nos-á, porém?
– indagou Hilário, entre surpreso e compungido.
- Não com os
tímpanos da carne, contudo, assinalar-nos-á qualquer indagação em espírito
– esclareceu o Assistente, afetuoso.
Dominado de intensa
simpatia, inclinei-me sobre o irmão em rude prova, atraído pela fé que
lhe abrilhantava a pupilas e, abraçando-o, indaguei, em voz alta:
- Leo amigo,
reconhece-se você no limiar da vida verdadeira? Sabe que deixará o corpo
em breves horas?
O interpelado,
crendo raciocinar por si mesmo, registrou-me a inquirição, palavra por
palavra, qual se lhe fossem transmitidas ao cérebro por fios invisíveis.
E, como se conversasse a sós consigo, falou pensando:
- Oh! Sim, a
morte!... Sei que provavelmente esta noite, chegarei ao justo fim...
Desdobrando o nosso
diálogo, acrescentei:
-
Não
tem receio?
-
Nada
posso temer... – refletiu muito calmo.
E, movendo os olhos
com esforço, buscou fitar na alva parede da enfermaria uma pequena
escultura do Cristo crucificado, refletindo de si para consigo:
- Nada posso recear,
em companhia do Cristo, meu Salvador... Ele também foi vilipendiado e
esquecido...
Terá vomitado sangue
na cruz do martírio, Ele que era puro, varado pelas chagas da
ingratidão... Por que não me resignar à cruz do meu leito, suportando, sem
reclamar, as golfadas de sangue que de quando em quando me anunciam a
morte, eu que sou pecador necessitado da complacência divina?!...
-Você é católico
romano?
- Sim...
Meditei na
sublimidade do sentimento cristão, vivo e sincero, seja qual for a escola
religiosa em que se exprima, e prossegui, afagando-lhe o peito opresso:
- Nesta hora de
tanta significação para o seu caminho, sinto a ausência de seus familiares
humanos...
- Ah! meus
familiares... meus afetos... – respondeu, falando mentalmente – meus pais
teriam sido no mundo os meus únicos amigos... No entanto, demandaram o
túmulo, quando eu era simplesmente um jovem enfermo... Separado de minha
mãe, vi-me entregue aos desajustes orgânicos... Logo após, meu irmão
Henrique não hesitou em declarar-me incapaz...
Por direito à
herança, cabiam-lhe grandes bens, contudo, prevalecendo-se do meu
infortúnio o mano obteve da Justiça, com meu próprio assentimento, a
documentação com que se fazia meu tutor...
Bastou, porém, a
consecução dessa medida, para que se transformasse para mim num verdugo
cruel...
Apossou-se-me de
todos o recursos...
Internou-me num
hospício, em que amarguei longos anos de isolamento...
Sofri muito...
Alimentei-me com o pão recheado de fel, destinado pelo mundo aos que lhe
penetram as portas, como réprobos do berço, porque o desequilíbrio mental
me perseguia desde a idade mais tenra...
Quando algo
melhorado, fui constrangido a deixar o manicômio. Recorri-lhe à porta, mas
expulsou-me sem compaixão... Fiquei apavorado, vencido... Ó meu Deus, como
escarnecer assim de um irmão doente e infeliz? Debalde impetrei socorro à
Justiça. Legalmente, Henrique era o único senhor dos haveres de nossa
casa... Envergonhado, busquei outros climas...
Tentei o trabalho
digno, mas apenas obtive, em meu favor, a profissão de vigia noturno,
passando a rondar vasto edifício comercial, amparado por um homem
caridoso, condoído de minha fome... O frio da noite, porém, encontrava-me
ao desabrigo e, a breve tempo, adquiri uma febre insidiosa que passou a
devorar-me devagarinho... Não sei quanto tempo estive, assim, chumbado a
indefinível desânimo...
Certa feita, caí
fatigado sobre a poça de sangue que se me derramava da boca e criaturas
piedosas me angariaram o leito em que me refugio...
- E que opinião
mantém você, acerca de Henrique? Lembra-se dele com mágoa?
Qual se mergulhasse
a memória em ondas de enternecimento e saudade, Leo deixou que as lágrimas
se lhe entornassem dos olhos, em dolorosa quietude mental.
Em seguida,
monologou por dentro:
- Pobre Henrique!...
Não deverei, antes, lastimá-lo? Acaso, não deverá ele igualmente morrer?
de que lhe terá valido a apropriação indébita se será também um dia
alijado do corpo? por que me reportaria a perdão, se ele é mais infeliz
que eu mesmo?
E, tornando a pousar
os olhos na figura do Cristo, continuou:
- Jesus, escarnecido
e espancado, esqueceu ofensas e deserções... Içado à cruz, não clamou
contra os amigos que o haviam lançado à humilhação e ao sofrimento...Não
teve uma palavra de censura para os truculentos algozes... Ao invés de
incriminá-los, pedira ao Pai Celeste amorosa proteção para todos... E
Jesus foi o Embaixador de Deus entre os homens... Com que direito
julgarei, assim, meu próprio irmão, se eu, alma necessitada de luz, não
posso penetrar os Divinos Juízos da Providência?
Aquietara-se Leo em
pranto, buscando internar a mente no templo de amor da prece.
A humildade a que se
recolhia tocava-me o coração.
Ergui-me de olhos
úmidos.
Para sondar-lhe a
grandeza d’alma, não seria preciso alongar o interrogatório.
Hilário, que se
mostrava comovido até às lágrimas, desistiu de qualquer consulta, apenas
inquirindo ao Assistente se o agonizante estava reencarnado sob os
auspícios da Mansão, ao que Silas informou, prestativo:
- Sim, Leo vive
tutelado por nossa casa. Aliás, temos algumas centenas de criaturas que,
não obstante materializadas na carne, permanecem ligadas à nossa
instituição pelas raízes dos débitos a que se prendem, geralmente todas
elas em estágios difíceis de regeneração, porque delinqüentes em reajuste.
Renascem no mundo sob a guarda de nosso estabelecimento socorrista, mas
naturalmente ainda enleadas, de certo modo, aos parceiros do pretérito,
com cuja influência tomam contacto, consolidando as qualidades morais de
que necessitam, através dos conflitos interiores que podemos classificar
como sendo a forja da tentação.
-Como é belo
apreciar o amor paternal de Deus que a tudo atende no lugar próprio!... –
clamou Hilário.
- Sem dúvida –
considerou Silas, sensatamente -, a Lei de Deus determina o
progresso e a dignidade para todos. Sabem vocês que via de regra, os
desencarnados que se asilam na Mansão constituem grande ajuntamento de
criminosos e viciados...
E, modificando a
inflexão de voz, acrescentou:
- ... como eu mesmo.
Ali recebemos atenção e carinho, assistência e bondade, reeducando-nos, às
vezes, por muitos anos...
Contudo, é imperioso
observar que, recolhendo a generosidade dos benfeitores e instrutores que
nos garantem aquele pouso de amor, apenas acumulamos débitos com a
proteção imerecida, compromissos esses que precisamos resgatar, igualmente
em serviço ao próximo.
Todavia, a fim de
que nos habilitemos para as tarefas do bem genuíno, é imprescindível
purgar a nossa condição inferior, agravada na culpa, porquanto o
conhecimento elevado, adquirido em nossa organização, vale mais como
teoria nobilitante, que nos cabe substancializar na prática
correspondente, para que se incorpore, em definitivo, ao nosso patrimônio
moral.
Eis por que, depois
do aprendizado breve ou longo em nosso instituto, somos novamente
internados na esfera da carne e, aí, é óbvio que, apesar de protegidos por
nossos mentores, deveremos sofrer a aproximação dos antigos comparsas de
nossos delitos, para demonstrar aproveitamento e assimilação do amparo
recebido.
Ao nosso lado,
porém, Leo contava os derradeiros minutos no veículo denso e notamos que o
Assistente não desejava ausentar-se do caso dele, para que lhe
guardássemos a lição.
Talvez por isso
mesmo, Silas ministrou-lhe energias novas ao peito exausto, através de
passes balsamizantes, falando-nos em seguida:
- Vocês ouviram as
alegações mentais do companheiro que se despede...
Hilário, que ardia
de curiosidade, tanto quanto eu faminto de novas elucidações, indagou,
reverente:
- Em que ponto será
lícito considerar a presente desencarnação de Leo como débito expirante?
Nosso interlocutor
fixou expressivo gesto e informou:
- Decerto, não me
reportarei à conta integral de nosso amigo, perante a Lei. Não disponho
pessoalmente de recursos informativos para relacionar-lhe as dívidas e
créditos no tempo. Referir-me-ei, por isso, tão-somente à culpa que o
atormentava, quando ingressou em nossa casa, segundo os apontamentos que
lá poderemos compulsar.
O agonizante, agora,
de nervos asserenados pelo socorro magnético, parecia quase ouvir-nos.
Sustentando-lhe a
fronte suarenta, Silas, atencioso, prosseguiu, depois de leve pausa:
- Leo enfileirou
mentalmente para nós as amargas recordações dos dias recentes que tem
vivido, detendo-se particularmente na enfermidade que o martiriza desde o
berço, nos tormentos do hospício e na dureza de um irmão que o sentenciou
à extrema penúria...
Vejamos, porém, a
razão das dores com que pune a si mesmo e porque mereceu a felicidade de
ressarcir para sempre o débito particular, agora na pauta de nosso
estudo...
Em princípios do
século passado, era ele filho dileto de abastados fidalgos citadinos que,
desencarnados muito cedo, lhe confiaram o próprio irmão doente, o jovem
Fernando, cuja existência fora marcada por incurável idiotia. Ernesto, no
entanto – pois era esse o nome de nosso Leo, na existência última -, tão
logo se viu sem a presença dos genitores, deu-se pressa em alijar o irmão
do seu convívio, cioso do governo total sobre a avantajada fortuna de que
ambos se faziam herdeiros. Além disso, moço habituado aos saraus do seu
tempo, estimava as recepções esmeradas, nas quais o palacete da família
descerrava as portas brasonadas às relações elegantes, e, orgulhoso da
paisagem doméstica, envergonhava-se de ombrear com o irmão, por ele
proibido de comparecer aos seus ágapes sociais.
Todavia, porque
Fernando, mentecapto, não lhe atendesse às ordens, em razão da
incapacidade de apreendê-las, providenciou gradeada prisão, ao fundo da
residência, onde o rapaz enfermo foi excluído da comunidade familiar.
Encarcerado e sozinho, desfrutando apenas a intimidade de alguns escravos,
Fernando passou a viver engaiolado, qual se fora infeliz animal. Enquanto
isso, Ernesto, casado, dava largas aos caprichos da mulher, em extensas
viagens de recreio, nas quais desperdiçava seus bens, em jogatinas e
extravagâncias.
Depois de algum
tempo, esgotado nas finanças de que podia dispor, apenas conseguiria
reequilibrar-se por morte do mano irresponsável; no entanto, o jovem
mentalmente enfermo dava mostras de grande fortaleza física, não obstante
certa bronquite crônica que muito o incomodava.
Observando-lhe o
desequilíbrio respiratório, Ernesto planejou levá-lo a moléstia mais
grave, na esperança de remetê-lo com rapidez ao sepulcro, recomendando aos
servos que o libertassem, todas as noites, num grande pátio, em que
Fernando repousasse ao relento. O moço, porém, denotava enorme resistência
e, embora sofresse consecutivas crises de sua moléstia, assim exposto à
intempérie, durante quase dois anos superou valorosamente a provação a que
fora submetido. Entrementes, padecia Ernesto o cerco de angústia econômica
sempre mais grave, que somente o quinhão amoedado de Fernando, entregue ao
comando de velhos amigos, conforme a vontade paterna, poderia solucionar.
Em razão disso,
envilecido pela fome de ouro, certa noite liberou dois escravos
delinqüentes, algemados em seu domicílio, sob a condição de se exilarem
para terras distantes e, após vê-los partir, sob o nevoeiro da madrugada,
buscou o leito do irmão, enterrando-lhe um punhal no peito inerme... Na
manhã seguinte, ante o choro dos servos, a lhe mostrarem o cadáver, fê-los
admitir que os cativos fujões teriam sido os autores do crime e,
inocentando-se com astúcia, entrou na posse dos bens que pertenciam ao
morto, com plena aprovação dos magistrados terrestres.
Foi assim que,
apesar de regalada existência na carne, ao aportar no além-túmulo
atravessou extrema faixa de expiações. Fernando, o irmão desditoso, com
absoluta magnanimidade esqueceu-lhe as ofensas; no entanto, vergastado
pelos remorsos, Ernesto entrou em comunhão com impassíveis agentes da
sombra, que o fizeram presa de inomináveis torturas, por se recusar a
segui-los nas práticas infernais.
Conservando no imo
dalma a lembrança da vítima, através da percussão mental do arrependimento
sobre os centros perispiríticos, enlouqueceu de dor, vagueando por vários
lustros, em tenebrosas paisagens, até que, recolhido à nossa instituição,
foi convenientemente tratado para o reajuste preciso.
Não obstante
recuperado, porém, as reminiscências do crime absorviam-lhe o espírito de
tal sorte que, para o retorno à marcha evolutiva normal, implorou o
regresso à carne, a fim de experimentar a mesma vergonha, a mesma penúria
e as mesmas provas por ele infligidas ao irmão indefeso, pacificando,
desse modo, a consciência intranqüila. Amparado em seus propósitos de
resgate por eminentes instrutores, tornou ao campo físico, carreando na
própria alma os desequilíbrios que assimilou além do sepulcro, com os
quais renasceu alienado mental, como o próprio Fernando no passado
recente, tendo amargado, na posição de Leo, todos os infortúnios por ele
impostos ao irmão debilitado e infeliz.
Ressurgiu, dessa
forma, na esfera carnal, desditoso e doente. Cedo conheceu a orfandade,
foi colhido de surpresa pela secura e vilania de um irmão insensato que o
ilhou no ambiente sombrio de um manicômio e, para não faltar
particularidade alguma ao quadro expiatório, padeceu como guarda-noturno o
frio e os temporais a que expusera a vítima indefesa...
Entretanto, pela
humildade e paciência com que tem sabido aceitar os golpes reparadores,
conquistou a felicidade de encerrar em definitivo o débito a que nos
reportamos.
Porque emudecesse o
orientador, preocupado em atender ao agonizante, então banhado pelo suor
característico da morte, Hilário indagou:
- Assistente, como
entender que o nosso companheiro está liquidando a dívida a que se refere?
- Pois não vêem? -
observou Silas, admirado.
E, indicando a
grande hemoptise que começava, ajuntou:
- Qual Fernando, eu
desencarnou com o tórax perfurado por lâmina assassina, Leo igualmente se
despede do corpo com os pulmões em frangalhos.
Contudo, pelo
procedimento correto que adotou perante a Lei, atravessa o mesmo suplício,
mas no leito, sem escândalos destrutivos, embora esteja vertendo o próprio
sangue pela boca, tal qual sucedeu ao mano espezinhado e vencido.
Cumpre-se o aresto da Justiça, apenas com a diferença de que, em vez do
gládio de ferro, temos aqui batalhões de bacilos assassinos...
Talvez porque nos
visse o assombro, ante a lição, ocupado embora na assistência ao
moribundo, rematou com grave tom de voz:
- Quando a nossa dor
não gera novas dores e nossa aflição não cria aflições naqueles que nos
rodeiam, nossa dívida está em processo de encerramento. Muitas vezes, o
leito de angústia entre os homens é o altar bendito em que conseguimos
extinguir compromissos ominosos, pagando nossas contas, sem que o nosso
resgate a ninguém mais prejudique.
Quando o enfermo
sabe acatar os Celestes Desígnios, entre a conformação e a humildade, traz
consigo o sinal da dívida expirante...
Silas, contudo, não
pôde continuar.
Leo, em oração,
debatia-se nos estertores da morte.
O Assistente
enlaçou-o com carinhoso enternecimento e exorou o Amparo Divino, como se o
doente desventurado lhe fosse um filho do coração.
Envolvido nas
irradiações suaves da prece, Leo adormeceu, diante de nossas lágrimas.
Porque
perguntássemos quanto ao motivo pelo qual não o arrebataríamos, de
imediato, ao vaso cadavérico, para transportá-lo conosco à Mansão, o
Assistente informou-nos, conciso:
- Não dispomos de
autoridade para desligá-lo do corpo. Semelhante responsabilidade não nos
compete.
E, comunicando aos
vigilantes que missionários da libertação viriam, em breves horas, em
socorro do companheiro que descansava, meditativo e emocionado propôs-nos
regressar à Mansão.
André Luiz, em: Ação e Reação de Chico
Xavier |
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