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EM TORNO DA ORAÇÃO
Emmanuel
Antes de pedir pão à Providência Divina, não menosprezes o esforço por
obtê-lo.
Antes de rogar a paz em teu benefício, não olvides a consciência reta, para
que a tranqüilidade não te abandone.
É preciso lembrar que as súplicas humanas não devem estorvar as concessões
Divinas.
Sendo a Terra nossa escola multimilenária, cada aprendiz, dentro dela,
recolhe a lição que lhe cabe. É por isso que vemos, a cada passo,
dificuldades materiais que preservam a integridade do espírito, moléstias
que funcionam por mazelas do corpo, em favor da higiene da alma e inibições
físicas que asseguram a defesa do coração contra a descida ao despenhadeiro.
Aprendamos a ver nos infortúnios de agora os elementos vivos que nos
garantirão a felicidade depois.
Campo a dentro do Espiritismo com Jesus, não podemos abraçar na prece a
válvula de escape injusto. Sabemos que a Ordem Universal não nos perde de
vista e que todos recebemos hoje de acordo com as nossas obras de ontem.
Assim sendo, mantenhamos a oração como escada de luz, no intercâmbio com o
plano Superior, à procura da inspiração divina, de modo a sermos mais úteis
ao próximo e mais conscientes em nós mesmos.
E, não desconhecendo a nossa obrigação de aprender e servir,
infatigavelmente, peçamos ao Senhor não para que a nossa cruz se desfaça
antes do momento oportuno, mas que se nos amplifique a resistência nos
ombros a fim de que a suportemos com a dignidade devida.
Valiosa é a prece que transforma situações e paisagens exteriores, embora
muitas vezes nos aumente os compromissos; entretanto, é imperioso não
esquecer, que a oração mais sublime é aquela que nos renova por dentro,
ajudando-nos a crescer mentalmente para discernirmos com segurança e
amparando-nos a visão íntima para que estejamos, cada dia, não na pauta de
nossos próprios desejos, mas segurando a vontade sábia e misericordiosa de
Deus.
Emmanuel
(De “À Luz da Oração”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos)
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