|
À PRECE
DE CERINTO
Cerinto
Senhor de Infinita Bondade.
No santuário da oração, marco renovador do
meu caminho, não Te peço por mim, Espírito endividado, para quem
reservaste os tribunais de Tua Excelsa Justiça.
A Tua compaixão é como se fora o orvalho da
esperança em minha noite moral, e isto basta, ao revel pecador que tenho
sido.
Não Te peço, Senhor, pelos que choram.
Clamo por Teu amor e benefício dos que fazem
as lágrimas.
Não Te venho pedir pelos que padecem.
Suplico-Te a bênção para todos aqueles que
provocam sofrimento.
Não Te lembro os fracos da Terra.
Recordo-Te quantos se julgam poderosos e
vencedores.
Não intercedo pelos que soluçam de fome.
Rogo-Te amor para os que lhes furtam o pão.
Senhor Todo-Bondoso!...
Não Te trago os que sangram de angústia.
Relaciono diante de Ti os que golpeiam e
ferem.
Não Te peço pelos que sofrem injustiças
Rogo-Te pelos empreiteiros do crime.
Não Te apresento os desprotegidos da sorte.
Sugiro Teu amparo aos que estendem a aflição
e a miséria.
Não Te imploro mercê para as almas traídas.
Exorto-Te o socorro para os que tecem os
fios envenenados da ingratidão.
Pai compassivo!...
Estende as mãos sobre os que vagueiam nas
trevas...
Anula o pensamento insensato.
Cerra os lábios que induzem à tentação.
Paralisa os braços que apedrejam.
Detém os passos daqueles que distribuem a
morte...
Ajuda-nos a todos nós, filhos do erro,
porque somente assim, ó Deus piedoso e justo, poderemos edificar o paraíso
do bem com todos aqueles que já Te compreendem e obedecem, extinguindo o
inferno daqueles que, como nós, se atiram desprevenidos, aos insanos
torvelinhos do mal!...
Do livro À Luz da Oração. Psicografia de
Francisco Cândido Xavier.
|