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EM LOUVOR
DA ORAÇÃO
Emmanuel
Pediste em oração a
cura de doentes amados e a morte apagou-lhes as pupilas, regelando-te o
coração; solicitaste o afastamento da prova e o acidente ocorreu,
esmagando-te as esperanças; suplicaste a sustação da moléstia e a doença
chegou a infligir-te deformidade completa; imploraste suprimentos
materiais e a carência te bate à porta.
Mas se não
abandonares a prece, aliado ao exercício das boas obras, granjearás
paciência e serenidade, entendendo, por fim, que a desencarnação foi
socorro providencial, impedindo sofrimentos insuportáveis; que o desastre
se constituiu em medida de emergência para evitar calamidade contra quedas
mortais de soerguimento difícil e que as dificuldades da penúria são
lições da vida, a fim de que a finança demasiada não se faça veneno ou
explosivo nas suas mãos.
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Da mesma forma
quando suplicamos perdão das próprias faltas à Eterna Justiça, não bastam
o pranto de compunção e a postura de reverência. Após o reconhecimento dos
compromissos que nos são debitados no livro do espírito, continuamos tão
aflitos e tão desditosos quanto antes. Contudo, se perseveramos na prece,
com o serviço das boas ações que nos atestam a corrigenda, a breve trecho
perceberemos que a Lei nos restitui a tranqüilidade e a libertação, com o
ensejo de apagar as conseqüências de nossos erros, reintegrando-nos no
respeito e na estima de todos aqueles que erigimos à condição de credores
e adversários.
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Se guardas esse ou
aquele problema de consciência, depois de haver rogado perdão à Divina
Bondade, sob o pretexto de continuar no fogo invisível da inquietação, não
te afastes da prece mesmo assim.
Prossegue orando,
fiel ao bem que te revele o espírito renovado.
A prece forma o
campo do pensamento puro e toda construção respeitável começa na idéia
nobre.
Realmente, sem
trabalho que o efetive, o mais belo plano é sempre um belo plano a
perder-se.
Não vale prometer
sem cumprir.
A oração dentro da
alma comprometida em lutas na sombra, assemelha-se à lâmpada que se acende
numa casa desarranjada; a presença da luz não altera a situação do
ambiente desajustado e nem remove os detritos acumulados no recinto
doméstico, entretanto, mostra sem alarde, o serviço que se deve fazer.
De "À luz da oração", de Francisco Cândido Xavier - Autores
diversos
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