Sementes
Um
homem morava muito distante e na cidade, trabalhava numa grande fábrica.
Todos os dias, pegava o ônibus para ir ao trabalho.
No ponto seguinte
ao dele entrava uma senhora, que procurava sempre sentar ao lado da janela. Ela
abria a bolsa, tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa
para fora do ônibus.
A cena sempre se repetia e um dia, curioso, o homem
lhe perguntou o que jogava pela janela. Jogo sementes, respondeu ela. Sementes?
Sementes de que? De flores. É que eu olho para fora e a estrada é
tão vazia...
Gostaria de poder viajar vendo flores coloridas pôr
todo caminho. Imagine como seria bom. O homem a indagou, mas as sementes caem
no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos.
A senhora acha que estas flores vão nascer ai, na beira da estrada?
Acho, meu filho. Mesmo que muitas se percam, algumas acabam caindo na terra e
com o tempo vão brotar.
Mesmo assim. Demoram a crescer, precisam de
água. Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. E
se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer.
Dizendo
isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu trabalho.
O homem desceu logo adiante, achando que a senhora já estava meio caduca.
O tempo passou. Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem
levou um susto ao olhar para fora e ver na beira da estrada. Muitas flores. A
paisagem estava colorida, perfumada, linda!
O homem lembrou da velhinha, procurou-a
no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo.
A velhinha das sementes? Pois é. Morreu de pneumonia no mês passado.
O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela.
"Quem diria, as flores brotaram mesmo", pensou. "Mas de que adiantou
o trabalho da velhinha?" A coitada morreu e não pode ver esta beleza
toda.
Neste instante, o homem escutou uma risada de criança. No banco
da frente, uma garotinha apontava pela janela, entusiasmada: Olha mamãe
que lindo! Quanta flor pela estrada. Como se chamam aquelas flores? Então
o homem entendeu o que a velhinha tinha feito.
Mesmo não estando ali
para contemplar as flores que tinha plantado, devia estar feliz. Afinal, ela tinha
dado um presente maravilhoso para todas as pessoas.
No dia seguinte, o homem
entrou no ônibus, sentou-se perto da janela e tirou um pacotinho de sementes
do bolso...
Quem
é você?
Uma
mulher agonizando teve a sensação que estava sendo levada para o
céu e se apresentava diante de um tribunal. - Quem é você?
Disse uma voz. - Sou esposa do prefeito! - respondeu ela. - Perguntei quem é
você e não com quem está casada. - SOU mãe de quatro
filhos! - Perguntei quem é você e não quantos filhos você
tem. - Sou a professora da escola. - Perguntei quem é você e não
qual a sua profissão. E assim sucessivamente, fosse qual fosse a resposta,
parecia que nunca era satisfatória para a pergunta: - Quem é você
- Sou uma cristã! - Perguntei quem é você e não sua
religião. - Sou uma pessoa que ia todos os dias à igreja e ajudava
aos pobres e necessitados. - Perguntei quem é você e não o
que fazia. Evidentemente a mulher não conseguiu passar pela prova, motivo
pelo qual foi enviada novamente para a Terra. Mas, quando se recuperou da sua
doença, tomou a decisão de averiguar quem era e... tudo então
foi muito diferente.
A
águia e a galinha
Um
camponês criou um filhotinho de águia junto com suas galinhas.Tratou-a
da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também
era uma galinha. Dando a mesma comida jogada ao chão, a mesma água
num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação,
como se fosse um galinha. E a águia passou a se portar como se galinha
fosse. Certo dia, passou por sua casa um naturalista, que, vendo a águia
ciscando no chão, foi falar com o camponês: - Isso não é
uma galinha, é uma águia! O camponês retrucou: - Agora ela
não é mais uma águia, agora ela é uma galinha! O naturalista
disse: - Não, uma águia é sempre uma águia, vamos
ver uma coisa... Levou-a para cima da casa do camponês, elevou-a nos braços
e disse: - Voa, você é uma águia, assuma sua natureza! Mas
a águia não voou, e o camponês disse: - Eu não falei
que ela agora era uma galinha! O naturista disse: - Amanhã veremos... No
dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha.
O naturalista levantou a águia e disse: - Águia, veja este horizonte,
veja o sol lá em cima e os campos verdes lá em baixo, veja todas
essas nuvens que podem ser suas. Desperte para sua natureza, e voe como águia
que és... A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando
maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa
no início, sem entender o porquê tinha ficado tanto tempo alienada.
Então ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou
devagar suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu no
horizonte azul. Criam as pessoas como se galinha fossem, porém elas
são águias. Por isso, todos podemos voar, se quisermos. Voe cada
vez mais alto, não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar.
Nós somos águias, não temos que agir como galinhas, como
querem que a gente seja. Pois com uma mentalidade de galinha fica mais fácil
controlar as pessoas, elas abaixam a cabeça para tudo, com medo. Conduza
sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas com medo, nunca!
O
arqueiro
Lenda
oriental Após ganhar vários torneios de arco e flecha, o jovem e
arrogante campeão resolveu desafiar um mestre Zen que era renomado pela
sua capacidade como arqueiro. O jovem demonstrou grande proficiência técnica
quando ele acertou em um distante alvo na mosca na primeira flecha lançada,
e ainda foi capaz de dividi-la em dois com seu segundo tiro. "Sim!",
ele exclamou para o velho arqueiro: "Veja se pode fazer isso!" Imperturbável,
o mestre não preparou seu arco, mas em vez disso fez sinal para o jovem
arqueiro segui-lo para a montanha acima. Curioso sobre o que o velho estava tramando,
o campeão seguiu-o para o alto até que eles alcançaram um
profundo abismo atravessado por uma frágil e pouco firme tábua de
madeira. Calmamente caminhando sobre a insegura e certamente perigosa ponte, o
velho mestre tomou uma larga árvore longínqua como alvo, esticou
seu arco, e acertou um claro e direto tiro. "Agora é sua vez"
- ele disse, enquanto suavemente voltava para solo seguro. Olhando com terror
para dentro do abismo negro e aparentemente sem fim, o jovem não pôde
forçar a si mesmo caminhar pela prancha, muito menos acertar um alvo de
lá. "Você tem muita perícia com seu arco" - o mestre
disse, percebendo a dificuldade de seu desafiante, "mas você tem pouco
equilíbrio com a mente que deve nos deixar relaxados para mirar o alvo."
A
aula de amor
Numa
sala de aula, diversas crianças estudavam, quando uma delas perguntou à
professora: - Professora, o que é o amor? A professora, como já
estava na hora do recreio e querendo valorizar o questionamento feito, pediu para
que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais
despertasse nele o sentimento de amor. As crianças saíram apressadas
e, ao voltarem, a professora pediu que cada um mostrasse o que trouxe consigo.
A primeira criança disse: - Eu trouxe esta flor, não é linda?
A segunda criança falou: - Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de
suas asas, vou colocá-la em minha coleção. A terceira criança
completou: - Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho
junto com outro irmão. Não é uma gracinha? E assim as crianças
foram se colocando. Terminada a exposição, a professora notou que
havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha
de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou:
- Meu bem, por que você nada trouxe? E a criança timidamente respondeu:
- Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la,
mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo. Vi também
a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz que não tive
coragem de aprisioná-la. Vi igualmente o passarinho caído entre
as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe
e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto, professora, trago comigo o perfume
da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão
que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?
A professora agradeceu à criança e lhe deu nota máxima, pois
ela fora a única que percebera que só podemos definir o amor no
coração
O
carvão e a camisa
O
pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés
no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal, para fazer alguns
serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca,
de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma
coisa, fala irritado: - Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria
ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele. Seu pai, um homem simples
e cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar: - O Juca
me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse
doente sem poder ir à escola. O pai escuta tudo calado, enquanto caminha
até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco
até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o
saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe
algo: - Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando
no varal é o seu amiguinho Juca e que cada pedaço de carvão
é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você
jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço.
Depois eu volto para ver como ficou. O menino achou que seria uma brincadeira
divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe
do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino
terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe se aproxima do menino e lhe
pergunta: - Filho como está se sentindo agora? - Estou cansado, mas estou
alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa. O pai
olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira,
e carinhoso lhe fala: - Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar
uma coisa. O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na
frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só
conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou. Entretanto, olhe
só para você! O mau que desejamos aos outros é como o que
lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos
pensamentos, a borra, os resíduos e a fuligem ficam sempre em nós
mesmos. Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras. Cuidado
com suas palavras, elas se transformam em ações. Cuidado com suas
ações, elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus hábitos,
eles moldam o seu caráter. Cuidado com seu caráter, ele controla
o seu destino. Agora escolha o que você quer para si
ECO
Um
filho e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente o filho cai, machuca e
grita: - Aai!! Para sua surpresa, escuta a voz se repetir, em algum lugar da montanha:
- Aai!! Curioso, pergunta: - Quem é você ? Recebe como resposta:
- Quem é você ? Contrariado, grita: - Seu covarde!!!
Escuta como
resposta: - Seu covarde!!! Olha para o pai e pergunta aflito: - O que é
isso ? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção. Então
o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você! A voz
responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é
um campeão! A voz responde: - Você é um campeão! O
menino fica espantado, não entende. Então o pai explica: As pessoas
chamam isso de ECO, mas na verdade isso é a VIDA. Ela lhe dá de
volta tudo o que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo
das nossas ações. Se você quer mais amor no mundo, crie mais
amor no seu coração. Se você quer mais responsabilidade da
sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade. O mundo é somente a prova
da nossa capacidade. Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai
lhe dar de volta o que você deu a ela. SUA VIDA NÃO É UMA
COINCIDÊNCIA; É CONSEQÜÊNCIA DE VOCÊ !!!
A
força do elefante
Antes
de entrar em cena, o elefante permanece preso, quieto, contido somente por uma
corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.
Mas, durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações
de força descomunais. Sem dúvida, a estaca é só um
pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio
que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força,
poderia, com facilidade, arrancar a estaca e fugir. Que mistério ! Por
que não fugia? Perguntei então, a um professor, sobre o mistério
do elefante. Ele explicou que o elefante não escapava porque estava amestrado.
Fiz então a pergunta óbvia: - Se está amestrado, por que
o prendem? Não houve resposta! Há alguns anos descobri que, por
sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta:
- O elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca muito
pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido logo preso.
Naquele momento, o elefantezinho puxou, forçou, tentando se soltar. E,
apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era certamente
muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que
um dia, cansado, aceitou o seu destino. Então, aquele elefante enorme não
escapa porque acredita que não pode. Jamais, jamais voltou a colocar à
prova sua força e ... Isso acontece com a gente! Vivemos crendo que um
montão de coisas "não podemos". Certamente porque, quando
éramos crianças, algo não deu certo ou ouvimos tantos "nãos",
que isso ficou gravado na memória. De vez em quando sentimos as correntes
e confirmamos o estigma: "Não posso e nunca poderei!". Nessa
hora, não desista, tente e veja o que você poderá conseguir.
Quem sabe descobrirá o que o elefante no circo ainda não descobriu...
O
ensino da águia
A
águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração
se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu
a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões. Pensou ela:
"Por que a emoção de voar tem que começar com o medo
de cair?" O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo,
somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. "E se justamente
agora isto não funcionar ?" - ela pensou. Apesar do medo, a águia
sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar,
restava ainda uma tarefa final: o empurrão. A águia encheu-se de
coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá
propósito para a sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar,
não compreenderão o privilégio que é nascer águia.
O empurrão era o melhor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo
ato de amor. Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram
!!! Em nossas vidas, muitas vezes as circunstâncias nos obrigam fazer o
papel de águia
Fardo
inútil
Um
professor observou sentimentos não elevados, vinculados ao comportamento
de seus alunos, e propôs uma atividade com o objetivo de ajudá-los.
Chamou a todos e pediu que trouxessem uma sacola contendo algumas pedras, de vários
tamanhos e formas, para a próxima aula. No dia seguinte, orientou que cada
um escolhesse uma pedra e escrevesse nela o nome de cada pessoa de quem sentiam
mágoa, inveja, rancor ou ciúme. A pedra deveria ser escolhida conforme
o tamanho do sentimento. Quando terminaram a tarefa, o professor pediu que colocassem
as pedras na sacola
e a carregassem junto ao corpo para todos os lugares
onde fossem, dia e noite. Caso alguma pessoa viesse a lhes causar um sofrimento
a mais, eles poderiam substituir a pedra por outra maior. Se uma nova pessoa os
magoasse, deveriam escolher uma nova pedra, escrever o nome dela e colocar na
sacola. No entanto, quem conseguisse resolver seu problema com alguma das pessoas
nominadas, podia retirar a pedra com o respectivo nome, lançando-a fora.
Cada um pegou sua sacola, algumas cheias e pesadas, mas ninguém reclamou.
Com o passar dos dias, o conteúdo das sacolas aumentou em vez de diminuir.
Com isso, o incômodo de carregar aquele peso se tornava cada vez mais evidente.
Os dias foram passando e os alunos começaram a mostrar cansaço e
tristeza, porque estavam sendo privados de muitos movimentos com o peso das pedras.
Até surgiram alguns ferimentos, provocados pelas saliências de algumas
daquelas pedras. Para não esquecer a sacola em lugar algum, os alunos estavam
deixando de prestar atenção em outras tantas coisas que eram importantes
para eles. Não suportando mais, pediram uma reunião com o professor
e falaram que não dava para continuar a experiência. O professor,
então, falou-lhes com sabedoria: - A experiência era para mostrar
a todos vocês o tamanho do peso espiritual que a mágoa, a inveja,
o rancor ou o ciúme ocasionam. Quem mantém tais sentimentos no coração,
perde precioso tempo na vida, pois deixa de prestar atenção em fatos
importantes, além de provocar lamentáveis enfermidades. E
continuou: - Um preço parecido se paga todos os dias, para manter
a dor e os sentimentos ruins que queremos guardar conosco. Agora a escolha é
de cada um de vocês. São duas as opções: jogar fora
as pedras ou continuar a carregá-las diariamente, desperdiçando
forças. Se vocês optarem pela paz íntima, terão de
se livrar desses sentimentos negativos. Um a um, os alunos foram se desfazendo
das pesadas sacolas, e todos foram unânimes em admitir que estavam se sentindo
mais leves, em todos os sentidos. Ao final, todos se abraçaram e confessaram
uns para os outros a descoberta de que não vale a pena perder tempo e saúde,
carregando fardo inútil e prejudicial
Enfrentar
os obstáculos
Durante
anos, um velho fazendeiro tinha arado em torno de uma grande pedra em um de seus
campos. Ele havia quebrado várias lâminas do arado e tinha cultivado
um ódio mórbido pela pedra. Um dia, depois de quebrar outro arado,
e se lembrando de toda a dificuldade que a pedra lhe tinha causado por anos, ele
decidiu finalmente fazer algo que resolvesse definitivamente o problema. Quando
pôs uma alavanca debaixo da pedra, ele foi pego de surpresa ao descobrir
que ela tinha aproximadamente apenas dezoito centímetros, e que ele facilmente
poderia quebrar tal pedra com uma marreta. Quando estava carregando os pedaços
da pedra, não se conteve e começou a rir sozinho, enquanto se lembrava
de toda a dificuldade que ela lhe tinha causado durante anos, e como teria sido
bem melhor se tivesse enfrentado o obstáculo, quebrando a pedra mais cedo
De
passagem
Conta-se
que no século passado, um turista americano foi à cidade do Catmandu,
no Nepal. Seu objetivo era visitar um famoso monge. O turista ficou surpreso ao
ver que o monge morava num quarto simples, cheio de livros. As únicas peças
de mobília eram uma mesa e um banco. - Onde estão os seus móveis?
Perguntou o turista. E o monge, bem depressa, perguntou também: - Onde
estão os seus? - Os meus? - Mas eu estou aqui de passagem!? - Eu também!
- Disse o monge. A vida na Terra é somente uma passagem. No entanto, vivemos
como se fôssemos ficar aqui eternamente.
A
troca do pneu
Uma
senhora esperava, há uma hora, no acostamento, que alguém parasse
para ajudá-la a trocar o pneu furado de seu carro. Finalmente, um motorista
estacionou por perto e se aproximou. Meu nome é Bryan. Posso ajudá-la?
Ficou preocupada. Estava vestido com simplicidade, carro maltratado, bem diferente
do seu, novinho em folha. E se fosse um assaltante? Mas ele logo foi pegando o
macaco e rapidinho trocou o pneu. Ela não sabia como agradecer. Perguntou
quanto lhe devia. Bryan sorriu: Não foi nada. Gosto de ajudar pessoas,
quando tenho chance. Sou grato a Deus pelas dádivas recebidas, embora viva
modestamente. Tenho um lar abençoado, uma esposa adorável. Se realmente
quer me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém em dificuldade,
tente fazer o mesmo. Partiram os dois. Alguns quilômetros adiante ela entrou
numa lanchonete de beira de estrada. A garçonete aproximou-se sorrindo.
Sorriso luminoso, não obstante os pés doendo, o cansaço,
por um dia inteiro de trabalho estafante. E havia a sobrecarga da gravidez. A
barriga proeminente revelava avançada gestação. Atenciosa,
limpou a mesa com cuidado, atendendo, solícita, a freguesa. A senhora admirou
seu jeito carinhoso e se perguntava como alguém, em tal situação,
conservava a disposição de exercitar a gentileza. Então,
recordou de Bryan e de sua recomendação. Depois que terminou a refeição,
enquanto a garçonete buscava troco para uma nota de cem dólares
que lhe dera, a senhora partiu. Quando a gestante voltou, notou algo escrito no
guardanapo, sob o qual havia mais quatro notas de cem dólares. Não
conteve as lágrimas, ao ler: Alguém me ajudou uma vez e da
mesma forma lhe estou ajudando. Não me deve nada. Eu já tenho o
bastante. Se realmente quiser me reembolsar, não deixe este círculo
de amor terminar em você. Naquela noite, quando se deitou, a garçonete
ficou pensando no bilhete. Como aquela senhora podia saber o quanto ela e o marido
precisavam daquele dinheiro? Virou-se para ele que dormia ao lado, deu-lhe um
beijo e sussurrou: Tudo ficará bem, meu querido. Eu te amo muito,
Bryan.
A
grande surpresa
Nos
Alpes Italianos, existia um pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas
para produção de vinho. Uma vez por ano, acontecia uma grande festa
para comemorar o sucesso da colheita. A tradição exigia que nessa
festa cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, para
colocar dentro de um grande barril, que ficava na praça central. Um dos
moradores pensou: "Porque deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho?
Levarei água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará
falta". Assim pensou e assim fez. Conforme o costume, em determinado momento,
todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca para provar aquele vinho,
cuja fama se estendia muito além das fronteiras do país. Contudo,
ao abrir a torneira, um absoluto silêncio tomou conta da multidão.
Do barril saiu ... água! "A ausência da minha parte não
fará falta" - foi o pensamento de cada um dos produtores...
O
valor de cada um
Um
famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de vinte
dólares. Numa sala com duzentas pessoas, ele perguntou: - Quem quer essa
nota de vinte dólares? Mãos começaram a se levantar. Então
ele disse: - Eu darei essa nota a um de vocês, mas primeiro deixe-me fazer
isso! E lentamente amassou a nota e depois perguntou: - Quem ainda quer esta nota?
Mãos continuaram levantadas. - Bom - ele disse - e se eu fizer isso? Ele
deixou a nota cair no chão e começou a pisar nela com o sapato e
esfrega-la no chão. Ele pegou a nota, agora imunda e amassada e perguntou:
- E agora? quem ainda quer essa nota? As mãos continuaram levantadas. Então
ele falou: - Meus amigos, vocês todos devem aprender uma valiosa lição...
Não importa o que eu faça com a nota de dinheiro, vocês ainda
irão querê-la, porque ela não perde o valor, mesmo amassada
e suja ela ainda valerá vinte dólares. Assim acontece conosco, muitas
vezes em nossas vidas. Nós somos amassados, pisados e ficamos imundos,
por decisões que fazemos e pelas circunstâncias que vêm em
nossos caminhos e às vezes nós nos sentimos sem valor, sem importância,
mas não importa o que aconteceu ou o que acontecerá... VOCÊ
NUNCA PERDERÁ O VALOR PARA OS OLHOS DE DEUS!! Para Ele, sujo ou limpo,
amassado ou finamente ajeitado, você ainda assim, será muito valioso.
O preço de nossas vidas não é pelo que nós fazemos
ou sabemos.... Mas, pelo que SOMOS... E VOCÊ É ESPECIAL, PORQUE É
ÚNICO E SEM IGUAL!!! Lembre-se sempre disso! "Nada, absolutamente
nada do que disserem de você, te fará maior ou menor diante dos olhos
de Deus!"
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