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150 ANOS CONSCIENTIZANDO
E ILUMINANDO
CAMINHOS

Sementes

Um homem morava muito distante e na cidade, trabalhava numa grande fábrica. Todos os dias, pegava o ônibus para ir ao trabalho.
No ponto seguinte ao dele entrava uma senhora, que procurava sempre sentar ao lado da janela. Ela abria a bolsa, tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus.
A cena sempre se repetia e um dia, curioso, o homem lhe perguntou o que jogava pela janela. Jogo sementes, respondeu ela. Sementes? Sementes de que? De flores. É que eu olho para fora e a estrada é tão vazia...
Gostaria de poder viajar vendo flores coloridas pôr todo caminho. Imagine como seria bom. O homem a indagou, mas as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos. A senhora acha que estas flores vão nascer ai, na beira da estrada?
Acho, meu filho. Mesmo que muitas se percam, algumas acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar.
Mesmo assim. Demoram a crescer, precisam de água. Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. E se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer.
Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu trabalho.
O homem desceu logo adiante, achando que a senhora já estava meio caduca.
O tempo passou. Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto ao olhar para fora e ver na beira da estrada. Muitas flores. A paisagem estava colorida, perfumada, linda!
O homem lembrou da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo.
A velhinha das sementes? Pois é. Morreu de pneumonia no mês passado. O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela.
"Quem diria, as flores brotaram mesmo", pensou. "Mas de que adiantou o trabalho da velhinha?" A coitada morreu e não pode ver esta beleza toda.
Neste instante, o homem escutou uma risada de criança. No banco da frente, uma garotinha apontava pela janela, entusiasmada: Olha mamãe que lindo! Quanta flor pela estrada. Como se chamam aquelas flores? Então o homem entendeu o que a velhinha tinha feito.
Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para todas as pessoas.
No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se perto da janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso...

Quem é você?

Uma mulher agonizando teve a sensação que estava sendo levada para o céu e se apresentava diante de um tribunal. - Quem é você? Disse uma voz. - Sou esposa do prefeito! - respondeu ela. - Perguntei quem é você e não com quem está casada. - SOU mãe de quatro filhos! - Perguntei quem é você e não quantos filhos você tem. - Sou a professora da escola. - Perguntei quem é você e não qual a sua profissão. E assim sucessivamente, fosse qual fosse a resposta, parecia que nunca era satisfatória para a pergunta: - Quem é você - Sou uma cristã! - Perguntei quem é você e não sua religião. - Sou uma pessoa que ia todos os dias à igreja e ajudava aos pobres e necessitados. - Perguntei quem é você e não o que fazia. Evidentemente a mulher não conseguiu passar pela prova, motivo pelo qual foi enviada novamente para a Terra. Mas, quando se recuperou da sua doença, tomou a decisão de averiguar quem era e... tudo então foi muito diferente.

A águia e a galinha

“Um camponês criou um filhotinho de águia junto com suas galinhas.Tratou-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha. Dando a mesma comida jogada ao chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse um galinha. E a águia passou a se portar como se galinha fosse. Certo dia, passou por sua casa um naturalista, que, vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês: - Isso não é uma galinha, é uma águia! O camponês retrucou: - Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha! O naturalista disse: - Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa... Levou-a para cima da casa do camponês, elevou-a nos braços e disse: - Voa, você é uma águia, assuma sua natureza! Mas a águia não voou, e o camponês disse: - Eu não falei que ela agora era uma galinha! O naturista disse: - Amanhã veremos... No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha. O naturalista levantou a águia e disse: - Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima e os campos verdes lá em baixo, veja todas essas nuvens que podem ser suas. Desperte para sua natureza, e voe como águia que és... A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no início, sem entender o porquê tinha ficado tanto tempo alienada. Então ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou devagar suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu no horizonte azul.” Criam as pessoas como se galinha fossem, porém elas são águias. Por isso, todos podemos voar, se quisermos. Voe cada vez mais alto, não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar. Nós somos águias, não temos que agir como galinhas, como querem que a gente seja. Pois com uma mentalidade de galinha fica mais fácil controlar as pessoas, elas abaixam a cabeça para tudo, com medo. Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas com medo, nunca!

O arqueiro

Lenda oriental Após ganhar vários torneios de arco e flecha, o jovem e arrogante campeão resolveu desafiar um mestre Zen que era renomado pela sua capacidade como arqueiro. O jovem demonstrou grande proficiência técnica quando ele acertou em um distante alvo na mosca na primeira flecha lançada, e ainda foi capaz de dividi-la em dois com seu segundo tiro. "Sim!", ele exclamou para o velho arqueiro: "Veja se pode fazer isso!" Imperturbável, o mestre não preparou seu arco, mas em vez disso fez sinal para o jovem arqueiro segui-lo para a montanha acima. Curioso sobre o que o velho estava tramando, o campeão seguiu-o para o alto até que eles alcançaram um profundo abismo atravessado por uma frágil e pouco firme tábua de madeira. Calmamente caminhando sobre a insegura e certamente perigosa ponte, o velho mestre tomou uma larga árvore longínqua como alvo, esticou seu arco, e acertou um claro e direto tiro. "Agora é sua vez" - ele disse, enquanto suavemente voltava para solo seguro. Olhando com terror para dentro do abismo negro e aparentemente sem fim, o jovem não pôde forçar a si mesmo caminhar pela prancha, muito menos acertar um alvo de lá. "Você tem muita perícia com seu arco" - o mestre disse, percebendo a dificuldade de seu desafiante, "mas você tem pouco equilíbrio com a mente que deve nos deixar relaxados para mirar o alvo."

A aula de amor

Numa sala de aula, diversas crianças estudavam, quando uma delas perguntou à professora: - Professora, o que é o amor? A professora, como já estava na hora do recreio e querendo valorizar o questionamento feito, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor. As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora pediu que cada um mostrasse o que trouxe consigo. A primeira criança disse: - Eu trouxe esta flor, não é linda? A segunda criança falou: - Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção. A terceira criança completou: - Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha? E assim as crianças foram se colocando. Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou: - Meu bem, por que você nada trouxe? E a criança timidamente respondeu: - Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi igualmente o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto, professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe? A professora agradeceu à criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera que só podemos definir o amor no coração

O carvão e a camisa

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal, para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado: - Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele. Seu pai, um homem simples e cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar: - O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola. O pai escuta tudo calado, enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo: - Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e que cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou. O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe se aproxima do menino e lhe pergunta: - Filho como está se sentindo agora? - Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa. O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala: - Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa. O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente: - Filho, você viu que a camisa quase não se sujou. Entretanto, olhe só para você! O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos e a fuligem ficam sempre em nós mesmos. Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações. Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter. Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino. Agora escolha o que você quer para si

ECO

Um filho e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente o filho cai, machuca e grita: - Aai!! Para sua surpresa, escuta a voz se repetir, em algum lugar da montanha: - Aai!! Curioso, pergunta: - Quem é você ? Recebe como resposta: - Quem é você ? Contrariado, grita: - Seu covarde!!!
Escuta como resposta: - Seu covarde!!! Olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso ? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção. Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você! A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão! A voz responde: - Você é um campeão! O menino fica espantado, não entende. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas na verdade isso é a VIDA. Ela lhe dá de volta tudo o que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração. Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade. O mundo é somente a prova da nossa capacidade. Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA; É CONSEQÜÊNCIA DE VOCÊ !!!

A força do elefante

Antes de entrar em cena, o elefante permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. Mas, durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Sem dúvida, a estaca é só um pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancar a estaca e fugir. Que mistério ! Por que não fugia? Perguntei então, a um professor, sobre o mistério do elefante. Ele explicou que o elefante não escapava porque estava amestrado. Fiz então a pergunta óbvia: - Se está amestrado, por que o prendem? Não houve resposta! Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: - O elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca muito pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido logo preso. Naquele momento, o elefantezinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era certamente muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino. Então, aquele elefante enorme não escapa porque acredita que não pode. Jamais, jamais voltou a colocar à prova sua força e ... Isso acontece com a gente! Vivemos crendo que um montão de coisas "não podemos". Certamente porque, quando éramos crianças, algo não deu certo ou ouvimos tantos "nãos", que isso ficou gravado na memória. De vez em quando sentimos as correntes e confirmamos o estigma: "Não posso e nunca poderei!". Nessa hora, não desista, tente e veja o que você poderá conseguir. Quem sabe descobrirá o que o elefante no circo ainda não descobriu...

O ensino da águia

A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões. Pensou ela: "Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?" O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. "E se justamente agora isto não funcionar ?" - ela pensou. Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o empurrão. A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer águia. O empurrão era o melhor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor. Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram !!! Em nossas vidas, muitas vezes as circunstâncias nos obrigam fazer o papel de águia

Fardo inútil

Um professor observou sentimentos não elevados, vinculados ao comportamento de seus alunos, e propôs uma atividade com o objetivo de ajudá-los. Chamou a todos e pediu que trouxessem uma sacola contendo algumas pedras, de vários tamanhos e formas, para a próxima aula. No dia seguinte, orientou que cada um escolhesse uma pedra e escrevesse nela o nome de cada pessoa de quem sentiam mágoa, inveja, rancor ou ciúme. A pedra deveria ser escolhida conforme o tamanho do sentimento. Quando terminaram a tarefa, o professor pediu que colocassem as pedras na sacola
e a carregassem junto ao corpo para todos os lugares onde fossem, dia e noite. Caso alguma pessoa viesse a lhes causar um sofrimento a mais, eles poderiam substituir a pedra por outra maior. Se uma nova pessoa os magoasse, deveriam escolher uma nova pedra, escrever o nome dela e colocar na sacola. No entanto, quem conseguisse resolver seu problema com alguma das pessoas nominadas, podia retirar a pedra com o respectivo nome, lançando-a fora. Cada um pegou sua sacola, algumas cheias e pesadas, mas ninguém reclamou. Com o passar dos dias, o conteúdo das sacolas aumentou em vez de diminuir. Com isso, o incômodo de carregar aquele peso se tornava cada vez mais evidente. Os dias foram passando e os alunos começaram a mostrar cansaço e tristeza, porque estavam sendo privados de muitos movimentos com o peso das pedras. Até surgiram alguns ferimentos, provocados pelas saliências de algumas daquelas pedras. Para não esquecer a sacola em lugar algum, os alunos estavam deixando de prestar atenção em outras tantas coisas que eram importantes para eles. Não suportando mais, pediram uma reunião com o professor e falaram que não dava para continuar a experiência. O professor, então, falou-lhes com sabedoria: - “A experiência era para mostrar a todos vocês o tamanho do peso espiritual que a mágoa, a inveja, o rancor ou o ciúme ocasionam. Quem mantém tais sentimentos no coração, perde precioso tempo na vida, pois deixa de prestar atenção em fatos importantes, além de provocar lamentáveis enfermidades.” E continuou: - “Um preço parecido se paga todos os dias, para manter a dor e os sentimentos ruins que queremos guardar conosco. Agora a escolha é de cada um de vocês. São duas as opções: jogar fora as pedras ou continuar a carregá-las diariamente, desperdiçando forças. Se vocês optarem pela paz íntima, terão de se livrar desses sentimentos negativos.” Um a um, os alunos foram se desfazendo das pesadas sacolas, e todos foram unânimes em admitir que estavam se sentindo mais leves, em todos os sentidos. Ao final, todos se abraçaram e confessaram uns para os outros a descoberta de que não vale a pena perder tempo e saúde, carregando fardo inútil e prejudicial

Enfrentar os obstáculos

Durante anos, um velho fazendeiro tinha arado em torno de uma grande pedra em um de seus campos. Ele havia quebrado várias lâminas do arado e tinha cultivado um ódio mórbido pela pedra. Um dia, depois de quebrar outro arado, e se lembrando de toda a dificuldade que a pedra lhe tinha causado por anos, ele decidiu finalmente fazer algo que resolvesse definitivamente o problema. Quando pôs uma alavanca debaixo da pedra, ele foi pego de surpresa ao descobrir que ela tinha aproximadamente apenas dezoito centímetros, e que ele facilmente poderia quebrar tal pedra com uma marreta. Quando estava carregando os pedaços da pedra, não se conteve e começou a rir sozinho, enquanto se lembrava de toda a dificuldade que ela lhe tinha causado durante anos, e como teria sido bem melhor se tivesse enfrentado o obstáculo, quebrando a pedra mais cedo

De passagem

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Catmandu, no Nepal. Seu objetivo era visitar um famoso monge. O turista ficou surpreso ao ver que o monge morava num quarto simples, cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco. - Onde estão os seus móveis? Perguntou o turista. E o monge, bem depressa, perguntou também: - Onde estão os seus? - Os meus? - Mas eu estou aqui de passagem!? - Eu também! - Disse o monge. A vida na Terra é somente uma passagem. No entanto, vivemos como se fôssemos ficar aqui eternamente.

A troca do pneu

Uma senhora esperava, há uma hora, no acostamento, que alguém parasse para ajudá-la a trocar o pneu furado de seu carro. Finalmente, um motorista estacionou por perto e se aproximou. – Meu nome é Bryan. Posso ajudá-la? Ficou preocupada. Estava vestido com simplicidade, carro maltratado, bem diferente do seu, novinho em folha. E se fosse um assaltante? Mas ele logo foi pegando o macaco e rapidinho trocou o pneu. Ela não sabia como agradecer. Perguntou quanto lhe devia. Bryan sorriu: – Não foi nada. Gosto de ajudar pessoas, quando tenho chance. Sou grato a Deus pelas dádivas recebidas, embora viva modestamente. Tenho um lar abençoado, uma esposa adorável. Se realmente quer me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém em dificuldade, tente fazer o mesmo. Partiram os dois. Alguns quilômetros adiante ela entrou numa lanchonete de beira de estrada. A garçonete aproximou-se sorrindo. Sorriso luminoso, não obstante os pés doendo, o cansaço, por um dia inteiro de trabalho estafante. E havia a sobrecarga da gravidez. A barriga proeminente revelava avançada gestação. Atenciosa, limpou a mesa com cuidado, atendendo, solícita, a freguesa. A senhora admirou seu jeito carinhoso e se perguntava como alguém, em tal situação, conservava a disposição de exercitar a gentileza. Então, recordou de Bryan e de sua recomendação. Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava troco para uma nota de cem dólares que lhe dera, a senhora partiu. Quando a gestante voltou, notou algo escrito no guardanapo, sob o qual havia mais quatro notas de cem dólares. Não conteve as lágrimas, ao ler: “Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma lhe estou ajudando. Não me deve nada. Eu já tenho o bastante. Se realmente quiser me reembolsar, não deixe este círculo de amor terminar em você.” Naquela noite, quando se deitou, a garçonete ficou pensando no bilhete. Como aquela senhora podia saber o quanto ela e o marido precisavam daquele dinheiro? Virou-se para ele que dormia ao lado, deu-lhe um beijo e sussurrou: – Tudo ficará bem, meu querido. Eu te amo muito, Bryan.

A grande surpresa

Nos Alpes Italianos, existia um pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas para produção de vinho. Uma vez por ano, acontecia uma grande festa para comemorar o sucesso da colheita. A tradição exigia que nessa festa cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, para colocar dentro de um grande barril, que ficava na praça central. Um dos moradores pensou: "Porque deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta". Assim pensou e assim fez. Conforme o costume, em determinado momento, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca para provar aquele vinho, cuja fama se estendia muito além das fronteiras do país. Contudo, ao abrir a torneira, um absoluto silêncio tomou conta da multidão. Do barril saiu ... água! "A ausência da minha parte não fará falta" - foi o pensamento de cada um dos produtores...

O valor de cada um

Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de vinte dólares. Numa sala com duzentas pessoas, ele perguntou: - Quem quer essa nota de vinte dólares? Mãos começaram a se levantar. Então ele disse: - Eu darei essa nota a um de vocês, mas primeiro deixe-me fazer isso! E lentamente amassou a nota e depois perguntou: - Quem ainda quer esta nota? Mãos continuaram levantadas. - Bom - ele disse - e se eu fizer isso? Ele deixou a nota cair no chão e começou a pisar nela com o sapato e esfrega-la no chão. Ele pegou a nota, agora imunda e amassada e perguntou: - E agora? quem ainda quer essa nota? As mãos continuaram levantadas. Então ele falou: - Meus amigos, vocês todos devem aprender uma valiosa lição... Não importa o que eu faça com a nota de dinheiro, vocês ainda irão querê-la, porque ela não perde o valor, mesmo amassada e suja ela ainda valerá vinte dólares. Assim acontece conosco, muitas vezes em nossas vidas. Nós somos amassados, pisados e ficamos imundos, por decisões que fazemos e pelas circunstâncias que vêm em nossos caminhos e às vezes nós nos sentimos sem valor, sem importância, mas não importa o que aconteceu ou o que acontecerá... VOCÊ NUNCA PERDERÁ O VALOR PARA OS OLHOS DE DEUS!! Para Ele, sujo ou limpo, amassado ou finamente ajeitado, você ainda assim, será muito valioso. O preço de nossas vidas não é pelo que nós fazemos ou sabemos.... Mas, pelo que SOMOS... E VOCÊ É ESPECIAL, PORQUE É ÚNICO E SEM IGUAL!!! Lembre-se sempre disso! "Nada, absolutamente nada do que disserem de você, te fará maior ou menor diante dos olhos de Deus!"

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