A morte de cada dia
Nós
estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas a ausência de vida, a
lápide fria, e isso é um erro. Devemos aprender que existem outras
maneiras ver a morte sem essa concepção, pois precisamos morrer
todos os dias.
A
morte nada mais é do que uma passagem uma transformação.
Não
existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte
do óvulo, não existe borboleta sem morte da lagarta.
Quer
ter um bom relacionamento?
Mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento,
crítico de forma destrutiva e exigente, imaturo ou egoísta que pensa
fazer tudo sozinho, sem ter que dividir espaços, projetos de vida e tempo
com mais ninguém.
Quer
ter boas amizades? Mate dentro de si a pessoa insatisfeita ou descompromissada,
que só pensa em si mesmo. Mate a vontade de manipular as pessoas de acordo
com as suas conveniências.
Respeite as pessoas em todas as suas limitações.
Enfim todo processo evolutivo requer que matemos o nosso "eu" passado
e inferior.
E
qual o risco de não agimos assim? O risco está em tentarmos ser
duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o foco de nossas realizações
em nosso ideal, comprometendo a produtividade e por fim, prejudicando nosso sucesso.
Muitas
pessoas têm seus processos evolutivos prejudicados porque ficam agarradas
ao que são, não se projetam para o que desejam e precisam ser. Elas
querem a nova etapa sem abrir mão das anteriores ou da forma como pensavam
e agia. Acabam como projetos inacabados, híbridos e adultos infantilizados.
Podemos
às vezes agir como crianças, desde que não matemos as virtudes
inerentes a infância sadia, tais como: sorriso sadio, criatividade, tolerância,
sinceridade etc...
Mas
se quisermos ser adultos precisamos matar em nós as infantilidades, às
vezes nocivas ao crescimento do jovem para se transformar no adulto consciente
e maduro.
Quer
ser alguém! Profissional, pai, mãe, cidadão ou cidadã,
amigo, uma pessoa melhor e mais desenvolvida moralmente? Então o que você
precisa é matar ainda hoje o egocentrismo, para que nasça o SER
que tanto deseja.
A
morte nada mais é do que o ponto de partida para o inicio de algo novo,
é fronteira entre passado e futuro.
E
se morrer; não se esqueça de renascer melhor ainda, pois o valor
das coisas não está no tempo que alas duram, mas sim na intensidade
que elas acontecem. Pensem nisso, e a cada estante renaça feliz confiando
em DEUS.
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