ESTUDANDO A OBSESSÃO
As
informações existentes neste estudo vestem os pensamentos meus e
de muitos irmãos comprometidos com o evangelho de Jesus. Tem como finalidade
levar aos trabalhadores ou dirigentes espíritas que lidam com a desobsessão,
a um melhor entendimento acerca dos métodos pelos quais se é possível
identifica-la e trata-la com relativa segurança. Nossa intenção
ao acrescentar nossas humildes ideias e experiências, foi a de somar as
nossas com as de todos os colaboradores para servir melhor na seara do mestre
Jesus.
Sabemos
que a obsessão é um desequilíbrio da função
mental de fundo espiritual sempre presente na vida do ser humano. Seu tratamento
foi mistério e motivos de ilações alquímicas em todos
os tempos até a nossa moderna medicina. Allan Kardec nos ensina em sua
obra que com o Espiritismo, conseguiu-se uma explicação racional
para o fenômeno, demonstrando suas causas, classificando seus efeitos e
apontando caminhos para sua cura. Nos tempos atuais, devido ao crescimento desmedido
da população e sua decadência moral, os inúmeros problemas
sociais que enfrenta o mundo, a obsessão tornou-se um verdadeiro flagelo,
provocando desentendimentos, vícios, anomalias psicológicas, suicídios
e outros males do gênero.
A
ciência humana continua não aceitando os conceitos Espíritas
a respeito do assunto, deixando de oferecer oportunidades de cura para inúmeros
pacientes que a procuram. O evangelho bem vivido é a única saída
para o alívio e cura da obsessão, principalmente a luz da Doutrina
Espírita. Frente a essa situação de emergência por
que passa a humanidade, nós espíritas temos que nos esforçar
para termos um bom entendimento das causas da obsessão e dos métodos
que podemos utilizar para cuidarmos dos que são vitimados por ela. A obsessão
é ainda um dos maiores entraves para o desenvolvimento do ser. Allan Kardec
afirmou que nunca seriam demais as providências destinadas a combater sua
influência daninha.
A
prática do Espiritismo, por uma série de fatores, passa por um período
onde sua produtividade terapêutica é baixa, devido a muitos diretores
de Federações e centros Espíritas, estarem completamente
despreparados e até mesmo com graves vínculos obsessivos, facilitando
a interferência de entidades inferiores nas diretrizes, pois uma vez na
triagem dos pacientes atenderão com mais facilidade à vontade das
trevas do que a dos protetores, não permitindo que pessoas com altos índices
obsessivos recebam ajuda do alto. Essa situação de pouca produção
precisa ser questionada. Um paradoxo cada dia mais evidente, os trabalhos que
mais ajudam a sociedade ante tantos flagelos morais são os que ultimamente
tem a menor freqüência.
A
Doutrina Espírita nos ensina que tudo deve progredir. E para sabermos se
a ajuda espiritual ministrada em nossa casa está sendo suficientemente
útil, depois de 45 dias de tratamento, por exemplo, faz-se uma nova triagem
de comparação com o período anterior ao tratamento. Hoje
muitas vezes não há melhora de sintomas em mais de mais 10% dos
casos. O atendimento pode estar no melhor nível, mas se não passa
pela triagem sempre vai estar abaixo deste índice, é preciso melhorar
a metodologia utilizada adequando as pessoas a doutrina não a doutrina
as pessoas. O que se tem observado num considerável número de instituições
é a necessidade urgente de se aperfeiçoar o trabalhador, muitas
vezes eles que deveria ser os pacientes. Necessário dizer que em hipótese
nenhuma deve se colocar médiuns ou pessoas que esteja em desenvolvimento
mediúnico nos setores de triagem, tal procedimento poderá trazer
interferências nocivas nas decisões relacionadas aos pacientes, salvo
raríssimas exceções em que se nota uma conduta moralmente
evangelizada no médium.
No
tratamento utilizado, inclui-se a melhoria das atividades medianímicas,
o desenvolvimento de médiuns seguros, flexíveis, comprometidos com
o amor. Os diálogos com os irmãos obsessores ou protetores dos pacientes
deve fluir mais do coração de que do intelecto. Na literatura espírita
temos vários trabalhos falando do tema desobsessão, porém
em sua grande maioria, foram escritos por autores desabituados com as lides diárias
da obsessão. São teóricos que pouco entendem do lado prático
do tratamento. Esses estudos deixam a desejar quanto à seriedade e realidade
prática das instituições espíritas que os promovem.
Repetem antigos e mal interpretados conceitos, teses redundantes que pouco acrescentam
ao conhecimento de quem precisa mudar. A finalidade desse trabalho é colaborar
para minimizar essas deficiências. No movimento Espírita existe muita
confusão a respeito do que seja a obsessão e de como se caracteriza.
Hoje, um dos obstáculos para a sua cura está nas dificuldades que
se tem para identifica-la, devido às mudanças dos projetos das sombras.
Freqüentemente ela é confundida com a simples influência de
Espíritos sofredores ou com as influencias negativas que todo ser humano
recebe. Pode-se comparar este erro mais ou menos como o do médico, que
ao examinar o paciente, confundiu tuberculose com resfriado. Há aqueles
que confundem obsessão com mediunidade a ser desenvolvida.
A
obsessão, afirmam, deve ser curada com o desenvolvimento da mediunidade
ou com o trabalho do paciente no campo da assistência social. Eis um grave
erro que pode levar a conseqüências danosas. O mesmo que um médico
prescrevesse para a cura de uma grave doença, que seu paciente estude medicina
ou trabalhe no hospital. A obsessão é uma doença de fundo
moral que deve ser tratada por métodos lógicos e racionais ensinados
pela Doutrina Espírita. Se vai haver atividade mediúnica ou não
na vida do paciente, isto será definido depois do tratamento e pode depender,
de uma série de fatores que deverão ser avaliados pelo dirigente
de sessões ou responsável pela orientação da casa.
Necessário ao observador deter-se em alguns detalhes para identificar corretamente
o processo obsessivo. Só assim, poderá tratá-lo com sucesso.
A
obsessão apresenta caracteres diversos, e precisamos distinguir com precisão
os resultantes do grau de constrangimentos e da natureza dos efeitos que estes
estão produzindo. Allan Kardec em O Livro dos Médiuns nos ensina
que a palavra obsessão é, portanto um termo genérico pelo
qual se designa o conjunto desses fenômenos, cujas principais variedades
são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
Allan Kardec esclarece e faz uma definição clássica e assim
define a obsessão: A obsessão é a ação persistente
de um espírito mau ou ignorante sobre uma pessoa. Apresentando características
muito diversas, desde a simples influência de ordem moral, sem sinais exteriores
perceptíveis, até a completa perturbação do organismo
e das faculdades mentais. O Evangelho Segundo o Espiritismo, explica que é
o domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas
e são sempre os espíritos inferiores que procuram dominar, pois
os bons não exercem nenhum constrangimento. Os maus, pelo contrário,
agarram-se aos que conseguem prender. Se chegarem a dominar alguém, identificam-se
com a vítima e a conduz inconscientemente como se faz com uma criança.
Também
no Livro dos Médiuns, vemos que as obsessões são o domínio
que os espíritos adquirem sobre algumas pessoas, provocando-lhes desequilíbrios
psíquicos, emocionais, orgânicos e alterações de personalidade.
Esta é a definição básica que Allan Kardec deu a ela.
Como causa fundamental da obsessão ele apontou inúmeras fraquezas
de ordem moral e as sintetizou em sua grande obra. A Doutrina Espírita
ensina que todos nós recebemos a influência dos bons e dos maus espíritos,
explicando que se trata de um processo natural por meio do qual a criatura é
estimulada a experiências evolutivas. No entanto, quando um espírito
atrasado se apega a uma pessoa, e sua influencia perniciosa torna-se constante,
então se pode classifica-la como obsessão. Os sintomas que caracterizam
a obsessão variam de caso para caso, desde simples efeitos morais passando
por manias, fobias, alterações emocionais acentuadas, alterações
na estrutura psíquica como dificuldades de concentração,
subjugação de órgãos ou de todo corpo físico,
até a completa desagregação da normalidade psicológica,
e em alguns casos produzindo até a loucura.
No
tratamento da obsessão é preciso saber distinguir seus efeitos,
daqueles outros causados pelas influências naturais do meio mais ou menos
passageiras, e das alterações emocionais oriundas do próprio
psiquismo do paciente. Existem pessoas que procuram o Centro Espírita portando
desequilíbrios psicológicos que, embora possam beneficiar se dos
ensinamentos da Espiritualidade, também necessitam do apoio de terapeutas.
A relação com a vida atual, a própria educação
que recebeu ou seu passado reencarnatório trouxeram-lhes traumas e condicionamentos
que os fazem sofrer. O estudo da Doutrina e as palestras públicas poderão
ajudar esses indivíduos na recuperação da normalidade almejada,
mas o entrevistador ou orientador não deve dispensar a competente orientação
profissional do médico quando achar isso necessário. Evidente que
o entrevistador ou dirigente do Centro Espírita tem de saber diferenciar
a obsessão das outras anomalias psíquicas. Existem algumas regras
gerais que podem ser observadas, mas o que vai ajuda-los em profundidade, será
a experiência em torno dos casos examinados.
O
fenômeno obsessivo apresenta sinais morais, psicológicos ou características
físicas, que o trabalhador deve aprender a identificar. Na obsessão,
observa-se um constrangimento da vontade do paciente, um incomodo que parece não
ceder a nenhuma providência. Na simples influencia de sofredores isso não
ocorre, nela, só se observa à tristeza apática, a melancolia,
às vezes crises de choro, sem maior gravidade. Algum Espírito pode
estar alterando emocionalmente, ou influenciando, sem que isto seja obsessão.
Os sintomas abaixo relacionados podem ser indicadores de processos obsessivos
já desenvolvidos ou em fase de desenvolvimento. Se permanecerem constantes
em uma pessoa, pode-se suspeitar com grande margem de acerto que esteja sob o
império da obsessão. São eles:
| 01 - Amor próprio. | 22
- Idolatria e egolatria. |
| 02 - Ausência
de valores éticos. | 23 - superstição. |
03 - Antagonismos emocionais e afetivos. | 24
- Incontinências Sexuais. |
| 04 - Autoritarismo
e prepotência. | 25 - Desvios sexuais. |
| 05 - Belicosidade. | 26 - Inveja, usura, avareza. |
| 06 - Ciúme. | 27 - Mágoas
e ressentimentos. |
| 07 - Cobiça. | 28
- Maledicência. |
| 08 - Complexo de culpa. | 29
- Manias. |
| 09 - Complexo de grandeza. | 30
- Medos. |
| 10 - Complexo de inferioridade. | 31
- Morbidez. |
| 11 - Complexo de pobreza. | 32
- Narcisismo. |
| 12 - Complexo de riqueza. | 33
- Ódio. |
| 13 - Complexo de superioridade. | 34
- Orgulho, vaidade. |
| 14 - Desconfiança. | 35
- Paixões emocionais. |
| 15 - Desequilíbrios
de qualquer natureza. | 36 - Pessimismo. |
| 16 - Dificuldades de esquecere e perdoar. | 37
- Predisposições mórbidas. |
| 17
- Disputas de poder. | 38 - Raiva, rancores. |
| 18 - Egoísmo. | 39 - Remorso. |
19 - Fanatismos. | 40 - Sensualismo. |
| 20 - Agressividade. | 41 - Sentimentos
de vingança. |
| 21 - Ambição
desmedida. | 42 - Sexolatria. |
| 43 - Vícios: fumo, alcool, drogas, tóxicos e outros. |
O que caracterizará
o fenômeno obsessivo é a insistência desses estados mórbidos
em incomodar a pessoa, no seu dia a dia predispondo-a ao desequilíbrio.
Ainda no campo dos sintomas,
pode-se afirmar que nas simples influenciáções espirituais,
as entidades envolvidas normalmente são espíritos sofredores ou
ignorantes que podem ser afastados facilmente do campo psíquico do paciente,
através de passes e evangelização. Antigamente nas obsessões
provocadas por espíritos maus os diferentes sintomas apresentavam-se com
tendências agravantes e doentias, observava uma insistência da entidade
em agredir o obsediado ou interferir na sua mente, afetando a normalidade. Hoje
essa ação é tão sutil e prolongada que o observador
terá que ser bem experiente para detecta-las. O responsável pelo
atendimento na casa espírita precisará ter experiência suficiente
para detectar a obsessão e providenciar seu tratamento com relativa segurança,
e descobrir as causas que levara o paciente a cair sob o domínio do obsessor
é de importância vital para os que lidam com o tratamento da obsessão,.
Sabemos através dos ensinamentos de Allan Kardec, que no fundo de todas
as perturbações espirituais residem às fraquezas morais,
as imperfeições da alma, que são as portas de entrada para
a influência estranha.
Allan
Kardec nos ensina, que as principais causas da obsessão são provenientes
de quatro fontes distintas:
Causa moral.
Resgate do passado.
Contaminações.
Auto-obsessão.
Causa
moral: Há duas situações que podem levar a pessoa ou grupo
a ser vitimados pela obsessão de fundo moral: Em geral encontram-se pessoas
de pouco adiantamento moral e com o psiquismo ainda dominado por pensamentos inferiores.
A conduta dessas pessoas em torno de ações e pensamentos atrai espíritos
imperfeitos que se afinizam com elas. No começo da relação
verifica-se tão somente uma interferência em algumas atitudes do
indivíduo, mais tarde, aparece num delicado mecanismo de influenciação,
onde as vontades e os desejos são trocados entre perturbados e perturbadores.
A seguir, a vontade dos obsediados vai aos poucos sendo substituída habilmente
pela dos obsessores, instalando-se o fenômeno obsessivo. Este tipo de obsessão
é comum e a maioria de seus portadores nem percebem que dividem sua vida
mental, emocional e sentimental com uma entidade do mesmo nível ou pior.
Nas empresas, nas organizações religiosas e políticas e principalmente
nas federações e centros espíritas são infindas as
oportunidades de realização destes nefastos projetos. Atitudes como
formação de grupinhos que manipulam situações onde
parece pairar no ar alguma coisa que veda a participação de pessoas
esclarecidas e experientes, dificuldades de diálogo educativo com as pessoas
de fora do grupo, senão os diálogos que os colocam numa posição
de destaque e que enalteçam os seus interesses e alimentam sua vaidade,
atitudes ocultas pelo ego, em que demonstram largos interesses pelas classes sociais
e econômicas dos visitantes, dos trabalhadores da casa e principalmente
dos pacientes, preferências por pacientes por motivos eróticos e
outras coisas do gênero.
Nesse tipo de obsessão não há
grandes chances de sucesso no tratamento. O que se pode conseguir é uma
melhora relativa, pois não há como mudar bruscamente o nível
evolutivo de uma pessoa, fazendo-a entender conceitos que sua freqüência
mental e maturidade espiritual ainda não tem condições de
conceber.
Em algumas instituições espíritas sérias,
o presidente da mesma assim que percebe, toma as devidas providencias resguardando
o grupo do ataque das regiões umbralinas através daqueles trabalhadores,
afastando-os dos setores e colocando-os onde o estrago é bem menor e providencia
tratamento urgente. Quando isso não acontece, eles minam a resistência
dos mais fracos e estabelece suas diretivas de distorções dos ensinamentos
das luzes do evangelho, trabalhando para o mal dentro do bem. Vedam todas as possibilidades
de o grupo receber ajuda de fora e cria rotas que levam a maioria em direção
aos seus lacaios de outras casas também já comprometidas e se aproveitam
dos valores morais da doutrina e promovem verdadeiros absurdos no panorama global
do Espiritismo.
Resgate
do passado: Os comprometimentos no passado através de ligações
vibratórias, encontram-se os pacientes que tiveram educação
deficitária no lar, na religião ou na escola. A inferioridade do
mundo terreno, seus costumes e sistemas educativos, estimulam no ser humano ou
permitem o desenvolvimento das paixões e o afastam de Deus. Estruturas
psicológicas mal coordenadas provocam nas pessoas condutas desregradas,
levando-as a se sintonizarem com espíritos inferiores e pelo mesmo mecanismo
citado acima, forma-se o processo obsessivo. Nesses casos, o tratamento será
mais fácil, pois se trata de um problema que uma simples orientação
bem conduzida pode resolver. Em outras situações a lei de ação
e reação, ou causa e efeito, regula esses processos de ajustes entre
as partes envolvidas, permitindo que as conseqüências deste plantio
mal feito dêem seus frutos com vistas ao aprendizado de todos. Seu comportamento
e freqüência moral atraem os desafetos desencarnados, que vendo consumida
a fase da infância de seu inimigo muitas vezes por segurança escondida
pelos técnicos do departamento de reencarnações, inicia sua
influencia maléfica sobre ele. Com o passar do tempo instala-se a obsessão,
apresentando maior ou menor gravidade, segundo as circunstâncias que cercam
cada caso.
Contaminações:
Allan kardec em a Gênese, fez um importante estudo sobre os fluidos espirituais.
Examinando suas colocações, pode-se concluir que os ambientes materiais
possuem uma espécie de atmosfera espiritual criada pelas pessoas que vivem
interagindo e se relacionando. Entende-se daí, que, os prostíbulos,
bares, lanchonetes, algumas Igrejas, alguns ambientes domésticos, os locais
de trabalho e de diversões, ou qualquer ambiente em que as permissividades
os constituam em verdadeiros núcleos de magnetismo espiritual inferior,
criados pelos pensamentos dos que os freqüentam. Aprendemos que nesses ambientes
constituídos por pessoas mais ou menos imperfeitas, associam-se espíritos
desencarnados com tendências afins. Nas investigações em torno
da obsessão, verificou-se que freqüentadores de ambientes espirituais
onde predominam a presença de espíritos inferiores, como em alguns
centros de Quimbanda, Candomblé, Umbanda e ironicamente espíritas,
podem ficar contaminados com suas influências.
Tal
domínio se forma em virtude da sintonia mental dos freqüentadores
com os espíritos que habitualmente vão ali. Denominou-se essas obsessões
de contaminação. Os espíritos inferiores que militam nesses
ambientes ajudam as pessoas interferindo em suas vidas, causando-lhes contrariedades
ou efeitos materiais que iludem os que não possuem conhecimento das verdades
ensinadas pelo Consolador. Quando o compromissado freqüentador se afasta
desses lugares, a influência dos maus espíritos nem sempre cessa,
salvo quando os levam inconscientemente para realizarem trabalhos que atendam
interesses de organizações espirituais inferiores e então
os fazem pensar que se libertaram, mas continuam com suas influências. Outros,
ao notarem que estão perdendo suas vítimas, podem instalar a desarmonia
emocional e mesmo material na vida dos envolvidos. As obsessões causadas
por contaminações são mais freqüentes do que se imaginam.
As contaminações também podem ocorrer através das
atividades de centros espíritas mal orientados. Quando pessoas novatas,
sem estudo ou preparo, são colocadas em setores críticos como passes,
palestras, triagem, finanças ou em reuniões mediúnicas para
exercerem suas faculdades, é muito comum caírem sob o domínio
de espíritos obsessores. Tal é o domínio mental que deixas
as pessoas segas do raciocino, terminando como vítimas da fascinação
obsessiva. Muitos grupos espíritas dominados por entidades ignorantes e
malévolas, são verdadeiros focos de contaminações
espirituais, que prejudicam os que ali vão buscar ajuda e orientações
para suas vidas. Trabalham como linha de montagem sem o mínimo comprometimento
com a doutrina. Notando se um ligeiro afastamento dos pacientes, que não
se sentindo bem, são levados pelos seus protetores a outras instituições.
Na
auto-obsessão: Vemos neste caso, que a mente da pessoa enferma encontra-se
numa condição doentia semelhante às neuroses. Uma situação
onde ela atormenta a si mesmo com pensamentos dos quais não consegue se
livrar. Há casos mais graves em que o paciente não aceita que seu
mal resida nele mesmo. As causas deste tipo de obsessão residem nos problemas
anímicos do paciente, ou seja, nos seus dramas pessoais, dessa ou de outras
encarnações. São traumas, remorsos, culpas e situações
provindas da intimidade do ser, lhes prejudicando a normalidade psicológica.
Quando se examinam esses casos mediunicamente, pode-se encontrar espíritos
atrasados ou sofredores associados à vida mental dos doentes, mas as comunicações
indicam que eles estão ali por causa da sintonia mental com o obsediado,
não que querem agravar seu mal, pois não são os causadores
dele. A causa central desse tipo de obsessão reside no paciente, que se
auto-atormenta, numa espécie de punição a si mesmo. A mente
de um auto-obsediado é fechada em si mesma e é preciso abri-la para
a vida exterior se quisermos ajudá-lo. A psicoterapia convencional pode
e deve ser utilizada no tratamento da auto-obsessão. Juntando-se a ela
a terapia espírita fundamentada no evangelho e no ascendente moral dos
membros do grupo. O tratamento abrirá a prisão psíquica em
que o indivíduo vive, libertando-o da sua própria escravidão
mental. Importante lembrar que esse tipo de obsessão tem muitas variantes,
o que dificulta o seu perfeito diagnóstico por pessoas não bem esclarecidas
na Doutrina e nem com abalizada experiência. Esse tipo de obsessão
possui causas e conseqüências, sinais diversificados que requerem análise
detalhada de todas as suas nuances.
Na
patologia obsessiva é muito comum se encontrar casos de obsessão
que envolva a responsabilidade familiar nas causas da enfermidade. A maioria das
famílias são formadas por Espíritos que viveram juntos em
encarnações passadas e cometeram delitos graves contra alguém
que mais tarde, por guardar ódio no coração, tornou-se um
obsessor. Quando nas investigações em torno da obsessão se
suspeitar desse envolvimento,
convém que a família do perturbado
seja convidada a freqüentar a casa Espírita pelo menos durante o período
de tratamento. Isso poderá facilitar e apressar a obtenção
de resultados satisfatórios. Durante esse período de estadia da
família nas sessões públicas, a Espiritualidade terá
condições de inspirar bons pensamentos e resoluções
junto aos seus membros, ajudando-os a encontrar novos caminhos para suas vidas.
Mesmo sem ter esse tipo de envolvimento, é muito importante que a família
do assistido seja conscientizada de sua participação a fim de dar
o apoio necessário ao doente, ajudando sobremaneira na recuperação
deste, sabendo agir com equilíbrio.
A
desobsessão não exige do enfermo que atinja o grau de santidade
para que seja liberto do seu obsessor, às vezes basta que ele mude algumas
atitudes perante a vida ou sua maneira de ver certas coisas para que a libertação
aconteça com a mudança de freqüência. A experiência
nos tem mostrado casos em que a cura é demorada e outros onde não
se conseguem resultados satisfatórios tão cedo. Mas a maioria das
enfermidades obsessivas podes ser aliviadas em pouco tempo de tratamento. No passado,
alguns estudiosos do Espiritismo afirmaram não existirem técnicas
para se tratar da obsessão e chegaram a depositar nas mãos dos enfermos
e dos Espíritos ou do tempo, a solução de casos, que se classificavam
desde os mais comuns, até os mais graves. Na patologia obsessiva como vemos,
as coisas não são tão simples assim. Em todos nós
existem fatores predisponentes e as providências precisam ser observadas
nesse procedimento terapêutico, para que se consiga libertar definitivamente
uma pessoa obsedada do seu obsessor.
A
desobsessão envolve uma série de condutas tendo em vista livrar
o obsediado de sua prisão mental. A técnica básica do tratamento
da obsessão fundamenta-se na doutrinação dos espíritos
envolvidos, encarnados e desencarnados. Doutrinar significa instruir e é
isso que precisa fazer com o paciente, com sua família, e com os espíritos
que lhe atormentam. Allan Kardec afirma que a pessoa obsediada precisa trabalhar
para seu melhoramento moral, e diz textualmente, que a cura de todos os casos
de obsessão têm solução através desse esforço
de ambos. Portanto, a equipe de desobsessão deverá ajudá-lo
nesse procedimento de automelhoramento.
Importante salientar que as reuniões
de palestras públicas são as que se reveste de maior gravidade,
justamente porque se encarrega de despertar um novo cristão, sábio,
bom e justo. Nas casas onde se levam as obsessões a sério, o nível
das palestras é item que passa por constante avaliação. Em
todos os casos de obsessão inclusive os mais graves, serão fundamentais
que o paciente tenha instrução semanal na sala de entrevistas. A
doutrinação direta é a situação em que a pessoa
enferma está sem condições de agir pela sua vontade ou tomar
decisões a respeito de sua conduta. Em todos os casos de obsessão
faz-se também necessário, e acima de tudo, agir sobre o obsessor,
para o qual na vida, o médium deve dar exemplos para ter autoridade, sendo
que essa autoridade só é dada pela superioridade moral. A autoridade,
que é fruto das marcas do Cristo Jesus. Quanto maior forem estas, tanto
maior será a autoridade.
Allan
Kardec ordenou o fenômeno obsessivo segundo certas características
e graus de intensidade que lhe é próprio e que facilitam entender
a gravidade de cada caso. Ele classificou a obsessão em três categorias
distintas, segundo seu grau de periculosidade e de manifestação.
Obsessão simples.
Fascinação.
Subjugação.
Na obsessão simples, ocorre um grau de constrangimento que se limita a
perturbar a vontade, emoção e psiquismo da pessoa obsediada. O Espírito
inferior incomoda o indivíduo, mas não domina em profundidade seu
psiquismo. Alguém que tenha o sono perturbado por pesadelos, pode estar
sendo vítima de uma obsessão simples. No entanto, se os efeitos
provocados por esses sonhos ruins permanecem significativamente parte do dia incomodando
o enfermo, o caso pode ser classificado como uma subjugação moral.
Pacientes portadores de depressões de caráter leve a mediana, podem
ser vítimas de obsessões simples. Porém, se a situação
psicológica degenerar na predominância de maus pensamentos no trânsito
mental, a situação também pode ser colocada na classe de
subjugação moral. Pequenos tiques e manias, também podem
ser classificados como obsessão simples. Caso esses cacoetes se tornem
constantes, o fenômeno obsessivo poderá ser classificado como subjugação
física. Em resumo, a obsessão simples é, como o próprio
nome o diz, uma interferência espiritual não grave. Mas, é
importante citar que algumas obsessões simples, se não forem cuidadas
adequadamente, poderão se degenerar em formas mais graves, tais como a
subjugação e a fascinação. Portanto, todos os casos
de obsessão merecem a maior atenção. A fascinação
é o processo de obsessão mais grave. Allan Kardec ainda é
quem assim se refere, falando dessa situação obsessiva. A tarefa
do setor de desobsessão se torna mais fácil, quando o obsedado,
compreendendo a sua situação, oferece o concurso da sua vontade
e das suas preces.
Dá-se
o contrário quando, o seduzido pelo espírito fascinador, se mantém
iludido quanto a qualidades das entidades que o domina, e ele mesmo repele qualquer
assistência, pois casos de fascinação, sempre são infinitamente
mais rebeldes do que a mais violenta subjugação. Em todos os casos
de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar da ação
contra o obsessor. Allan Kardec no Evangelho segundo o espiritismo, nos diz que
na fascinação, existe um mecanismo de profunda ilusão instalada
na mente enferma do paciente. Ele afeta as faculdades intelectuais, distorcendo
o raciocínio, a capacidade de julgamento e a razão da vítima,
e se vale da sua própria ignorância e dificuldade de compreender
um estado de espírito moralmente sadio.
Nisso o obsessor o engana explorando
suas fraquezas morais, iludindo-o com uma falsa realidade. Um fascinado raramente
admite que está obsedado. O defeito moral que canaliza a fascinação
é o estímulo para o orgulho e a vaidade. Bons valores mediúnicos
já se perderam por causa da supervalorização que algumas
pessoas deram ao seu amor próprio. Os espíritos fascinadores são
atores hipócritas, ardilosos, sorrateiros, irascíveis e não
possuem qualquer receio de se enfeitar com padrões vibratórios e
fluidos conhecidos pelos médiuns ou se identificar com nomes honrados,
e assim, levarem suas vítimas a tomarem atitudes ridículas perante
a espiritualidade superior. A fascinação é mais comum do
que se pensa. Atualmente, em grande escala atinge o movimento Espírita
como uma doença moral, e isso é muito sério, eles buscam
os setores centrais e mais importantes como postos chaves nas federações
e centros espíritas, e ardilosamente se implantam sutilmente nas mentes
invigilantes, querem um exemplo dessa mórbida influencia: Tentem desalojar
alguns desses postos. Outros são responsáveis pela edição
de um bom número de livros antidoutrinários e comprometedores existentes
no mercado da literatura espírita. Essas obras são escritas por
médiuns e escritores vaidosos, que sob o império da fascinação,
não se dão conta do ridículo a que se submetem. Também
é a fascinação a responsável por inúmeras condutas
esdrúxulas observadas em centros espíritas, tais como, a entoação
de cânticos rotineiros, utilização de roupas e paramentos
nas sessões, palmas fluídicas e aquela mórbida transformação
da sala de trabalhos em tribuna versando anedotário inútil, desrespeitando
a função de pronto-socorro espiritual.
Esquecendo
eles que o humor sadio é sempre bem vindo nas casas espíritas, pois
as vibrações do sorriso quando nascem do coração também
são remédios para muitos irmãos. Os intelectuais, embora
instruídos, não estão livres da fascinação.
Alguns desses indivíduos, por confiarem excessivamente no seu pretenso
saber, tornam-se instrumentos de espíritos fascinadores e passam a divulgar
no movimento Espírita conceitos antidoutrinários nocivos à
fé espírita. Allan Kardec alerta para outro grave perigo o da fascinação
de grupos espíritas inteiros. Afoitos e inexperientes podem cair vítimas
de espíritos fascinadores que se comprazem em exercer seu domínio
sobre todos aqueles que lhes dão ouvidos, manifestando-se algumas vezes
como guias e outros. A fascinação também pode cair sobre
grupos experientes que se julguem maduros o suficiente para ficarem livres de
sua danosa influência. O orgulho, os sentimentos de superioridade são
a porta larga para a entrada dos espíritos fascinadores. Portanto, deve-se
tomar todo o cuidado quando na direção de centros Espíritas
e das sessões de atividades mediúnicas. Os dirigentes são
alvos preferidos dos espíritos hipócritas que, dominando-os, podem
mais facilmente dominar o grupo. A subjugação é um tipo de
obsessão que apresenta um elevado grau de domínio moral do paciente.
Quando a subjugação é moral, diferencia-se da fascinação,
porque o paciente sabe que está obsediado.
Na
fascinação, as vitimas discutem e tomam atitudes muitas vezes irascíveis
e não percebem. É fácil identifica-los, confundem a dura
frieza espiritual com autodisciplina, e desequilibra-se com muita facilidade na
defesa de seus pontos de vistas. Adquire posturas superiores e não aceitam
o dialogo sobre estudos espirituais com pessoas que julguem inferiores e se acontecem
é sempre poucas palavras, pois o obsessor não o deixa por muito
tempo perto de pessoas que podem esclarece-lo. No fascínio que subjuga
ocorre um intenso domínio do espírito obsessor no plano fluídico,
que em alguns momentos, chega a quase completa incorporação, levando
a pessoa a agir acreditando que está defendendo os ideais da casa e da
doutrina, não percebem o ridículo a que se expõe.
É
importante citar que se estas pessoas não forem cuidadas adequadamente,
poderão se degenerar em formas mais graves, tais como a imantação
ao corpo espiritual da vitima, provocando-lhe crises de ordem moral, com conseqüentes
reflexos no corpo físico. André Luiz deixa isso bem claro em algumas
de suas obras e fala das crises provocadas por esta categoria de obsessão
e são por demais perigosas. Há alguns anos o desenvolvimento do
processo de subjugação, se iniciava primeiro no plano moral, depois
de encontrada a sintonia adequada, ele evoluía para a homogeneização
fluídica que mais tarde, o levaria ao domínio no perispírito
e dos centros de força do doente. Em seguida, começavam a aparecer
às crises que afetam o corpo físico, como intolerância nervosa,
trejeitos, agressões e mais tarde quedas semelhantes a convulsões.
Hoje
recentes pesquisas, mostram uma variante nos métodos das organizações
das trevas. A habilidade de muitos grupos de psicólogos do mundo astral
inferior, treinados objetivando lograr êxito onde outras organizações
falharam, tentam novo modelo de trabalho, encontrando nas lides espíritas,
um numero quase infinito de brechas morais e um campo imenso propenso à
fascinação. Aprenderam que não podem mais agir de forma ostensiva,
então começaram a promover as obsessões lites. Nesse novo
modelo, estão comprovadamente tendo mais sucesso. A formula sutil de minar
a resistência moral foi deflagrada. As suas ambições voltaram
se para um campo maior, em vez de um indivíduo, as pretensões agora
são os grupos, em particular os que estão de alguma forma voltado
às obrigações sociais, mas é no panorama espírita
que vem engrossando sua fileira de incautos, devido ao descaso aos altos compromissos
da criatura com o evangelho. E agindo de dentro para fora nas instituições,
deixa bem claro seu sarcasmo contra o divino Cordeiro de Luz, e podem ter certeza,
teremos que vigiar bem nossa casa mental, os ocorridos no subdistrito morzine
na França estão hoje em larga escala cada dia mais evidentes.
"Assim,
quando conseguimos transmutar-nos em amor, ante os companheiros que sofrem estamo-nos
colocando no sentido e na direção que segue todo o Universo e se
me fosse pedido o segredo da doutrinação, diria apenas uma palavra:
AMOR!". Hermínio C.Miranda
Esperamos
que esses escritos tenham contribuído para edificar mais o conhecimento
dos que lidam com a problemática obsessiva ou fazem parte de grupos de
estudos mediúnicos e desenvolvimento, querendo de alguma forma, abraçar
a luta infinda pelas dores de nossos irmãos, mas aqui acrescentamos, que
diante de tudo o que foi dito se na pratica faltar AMOR nada será possível.
Muita
paz!
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