Bênçãos da vitória.
Os médiuns que
duvidam da inspiração dos benfeitores trabalham em clima de incredulidade
e menosprezam a proteção de que são alvos e tornam se indignos
dela.
Os espíritos amigos que procuram envolvê-los
em sugestões positivas e de confiança vêem
se, forçados a entregá-los a experiências
dolorosas, para que valorizem o amparo de que são alvos.
Tem que chorar na solidão a que se relegam quando se
deixam envolver por sugestões negativas em relação
a seu trabalho. Por suas próprias disposições
de descrença negam-se o direito puro e simples de desfrutar
o amparo concedido pelo senhor, na dinâmica do trabalho
e da evolução. O assédio das sombras
se faz intenso onde quer que ascendamos uma pequena luz, mas
ela só se apagará se o trabalhador negar-se
a defendê-la com o próprio desvelo no trabalho
e deixar de alimentá-la com amor na vivência
do Evangelho do divino Jesus. Assim ele se entrega as permissividades,
encontrando sempre no plano espiritual quem lhes incentive
a insensatez. Aos poucos se vêem enredados de tal forma
que toda a paz lhes é roubada e ficam impossibilitados
de prosseguir sob o peso de tal situação. Nada
mais nos resta senão permitir uma experiência
dolorosa em contato com espíritos embrutecidos, onde
o aprendizado os leva a compreender o erro que é permanecer
nessa rebeldia diante da necessidade de unir-se a vontade
do Eterno que os chamam ao serviço. Os médiuns
recebem provas de caráter subjetivas ou objetivas,
não lhes permitindo nenhuma dúvida das intenções
do alto quanto à necessidade de trabalhar para seu
próprio equilíbrio. São por nós
estimulados e levados a desfrutar da companhia de pessoas
nobres e sensatas, que, os incentivam a buscar os trabalhos
que os esclareça, que os ensine discernir a variedade
de fluídos bons ou maus dos espíritos desencarnados,
suas intenções, o grau evolutivo, a densidade
e temperatura e o próprio odor dos fluídos para
que amadureçam o senso de vigilância. Mas quando
são chamados a colaborar nas obras da espiritualidade,
recuam atemorizados, afirmando não possuírem
qualificações para o testemunho árduo.
Dentro de uma análise reta, poderemos identificar a
origem de tais atitudes. Veremos que elas se baseiam na inércia
espiritual que os convidam a permanecer como antes, distraídos
das responsabilidades morais consigo mesmo. Presos ao ardil
dos instintos encontram justificativas no mau tempo, na distância,
nos inconvenientes profissionais, nas pessoas que lhes são
antipáticas, nas dificuldades de relacionamento familiar,
no seu entender não vão aprender nada de novo.
Chegam muitas vezes a usar o próprio trabalho em que
o colocamos para ganhar os proventos necessários à
sua subsistência para fugir as oportunidades geradas
para seu próprio crescimento espiritual. Através
das emoções em choque, causadas pela própria
invigilância, imantam se as baixas correntes vibratórias
por duvidarem do apoio dos Espíritos mais elevados.
Sofrem as conseqüências do convívio espiritual
que alimentam. Sofrem quando podiam usufruir as delicias do
trabalho harmonioso em união com a Espiritualidade
superior. Tudo isso só para não modificarem
suas atitudes mentalmente irresponsáveis. Sofrem até
que aprendam que só pelos trabalhos humildes, com esquecimento
de si mesmos, os transformarão e receberão as
Bênçãos da vitória.
Um Irmão protetor.
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