Os motivos pelos quais colocamos e mantemos estas páginas para que todos
as leiam, estão inseridos em todos os textos aqui escritos. Muitos por
mim, outros por irmãos e irmãs que aprendi a respeitar suas idéias,
muito embora não cite seus nomes, mas tenho certeza, eles saberão
observar suas sementes renascendo com amor em outros terrenos, mas, sem perder
o seu ardor pela pureza de nossa Doutrina. A todos eles, muito Obrigado!
Colhemos
em várias fontes, aquilo que entendemos melhor explicar as principais causas
da desordem que se instalou no movimento Espírita. Ainda acreditamos no
conceito de que "roupa suja se lava em casa", mas, me perdoe, foi o
único meio, uma vez que muitos estão hoje na mídia globalizando
suas fantasias de "missionários" e esquecendo, a real simplicidade
e o objetivo do "Ser Espírita". Também nós, sentimo-nos
no direito de as tornarem públicas, para que as pessoas as analisem e saibam
identificar o verdadeiro ESPÍRITA.
Um pouco de nossa história.
05/04/2005
Certo dia lá pelos idos de 1975 então com 18
anos de idade, vinha do trabalho, e senti uma forte vontade
de comprar algo pra ler. Desci do ônibus e me dirigi
até uma pequena banca de jornal. Não sabia muito
bem o que comprar, mas, mesmo assim lá chegando, vi
uma revista que me parecia interessante. Procurei o dono e
me propus a comprá-la, ele com um livro em uma das
mãos e me atendendo. Aquele livro me chamou tanta atenção,
que perguntei por gentileza que livro é este? Ele disse,
- este é o Evangelho segundo o Espiritismo, e ficou
olhando nos meus olhos, eu disse o senhor tem este livro pra
vender? Ele respondeu - não, e pergunta, - mas porque
você quer comprar outro, eu disse a ele, não
entendi, ele sorriu e disse - Este é seu, eu disse
como assim? Meu? Ele ficou sereno e mudou um pouco a fisionomia
e disse: - Um amigo pediu para que eu comprasse este livro
e esperasse que alguém viria buscá-lo e já
que você chegou é seu, fiquei muito surpreso
e em silêncio, meio tremulo e surpreso agradeci. Recebi
o livro, ele me cobrara só metade do custo. A partir
daquele instante começava a minha história na
Doutrina Espírita.
No outro dia, voltei à banca para agradecer
o maravilhoso presente do desconhecido, e me informar com mais detalhes, sobre
o homem que o escrevera, lá chegando, uma garota de uns quinze anos veio
me atender e eu disse a ela que queria falar com o senhor que estava no dia anterior,
ela me olhou surpresa e disse, - Mas que senhor? O descrevi pra ela, mas continuava
a me olhar curiosa. Ela se virou e do lado de dentro do balcão tirou uma
foto e me mostrou, indagando se era aquele homem, disse a ela que sim, ela meio
sem jeito e surpresa me disse, - Este é meu pai ele morreu há dois
anos como você pode ter falado com ele? Fiquei sem jeito e pedi desculpas
pelo constrangimento, ela sorriu e me despedi. Passei muitas vezes de ônibus
em frente à mesma banca e nunca mais o vi, Deus sabe o quanto o agradeço.
Comprei todos os livros de Allan Kardec, li e reli todos
eles. Com o céu e o inferno chorei muitas vezes de
ver a situação dos espíritos sofredores,
era como se tivesse vivendo minha própria realidade.
Outras horas, como num mundo maravilhoso, todas as minhas
dúvidas se dissiparam. Tinham enfim me encontrado,
mas alguma coisa estava faltando, precisava conhecer uma sociedade
de estudos espíritas, depois descobri que no Brasil
não se chamava sociedade, mas sim Centro Espírita.
Assim lá fui em busca de um centro espírita.
Depois de muitos dias consegui encontrar. Uma senhora de cabelos
de neve e um sorriso atencioso e meio que jovial muito carinhosa
me recebera e me disse: Sejam bem vindos e me apresentou a
casa. Posteriormente entendi porque ela nos recebera no plural
é que ela era vidente e estava vendo o amigo espiritual
que me acompanhava. O centro espírita "União
Espiritualista Luz e Verdade Cândida Rosa do nascimento"
hoje simplesmente "C. E. L.V. Cândida Rosa"
tornou-se minha escola de vida e me ajuda até hoje
a compreender mais aquele jovem que ensinou que "só
pelo amor se vale à vida".
Neste mesmo período, a Federação Espírita
Brasileira estava com uma certa rusga interna. Um tal de evangelho
apócrifo tinha sido editado e mais algumas coisas.
Comecei a me inteirar dos fatos e me surpreendi com várias
atitudes daqueles a quem eu tinha que me espelhar para ser
espírita. Comecei a observar aqueles mesmos que me
chamavam de irmão, eu não entedia suas atitudes,
pois Jesus dissera para reconhecer seus discípulos
por muito se amarem. Certo espírito se intitulava "Anjo
Ismael" que em vez de Allan Kardec O Codificador da Doutrina
Espírita ele queria que implantasse os evangelhos de
Roustaing ou a direção queria que assim pensássemos.
Mesmo assim comprei e li. Isso tudo me fazia sofrer. O que
estavam fazendo com a Doutrina que eu conhecera através
dos escritos de um homem sensato e de moral intocável,
do Espírito de Verdade e dos ideais de tantos homens
profundamente comprometidos com a moral do Evangelho de Jesus?
Cedo senti o amargo do joio e a decepção de
ver meus irmãos brigando por pontos de vistas, que
o tempo mostrou não levar a nada.
Hoje a Federação Espírita Brasileira
ainda carrega esse estigma. Ainda se encontra em seus corredores e salas, vestígios
dessa erva daninha que envenena qualquer um que nela tocar. Em meados de 2003
tentaram arrancar pela raiz seus últimos vestígios, mas me parece
que Luciano dos Anjos perpetrou juridicamente algumas ações contra
esta decisão. Não sei no que deu toda esta briga, a F.E.B. como
qualquer órgão político, esconde essas informações
de quem paga seus tributos. Podemos achar algumas informações em
sites ou livros por aí, mas no site da própria F.E.B. e afiliadas
não as encontramos. Fazer o que?
No início do ano de 1998,
a internet estava ainda se estruturando no Brasil, e ainda estava tão machucado
com toda aquela decepção, que resolvi manifestar a minha indignação
que apesar do tempo e do que aprendi ainda teima em me acompanhar. Talvez, só
talvez esteja livre, quando ver esta casa que aprendi a admirá-la, tanto
que por muitos anos representei a FEESP como orador, e caminhei por muitos lugares
levando o ideal do nosso Allan Kardec. Sentia-me honrado e quando falava seu nome
Federação Espírita Brasileira sentia me estremecer, e o peso
do feliz dever a que me impus, de levar o nome e o ideal daquele homem ainda hoje
é difícil conter as lágrimas.
Assim nasciam muitas
das páginas que ai está sem autor e sem pretensões. Desrespeitando
a falsidade e a hipocrisia, mesmo com muitos erros sendo corrigidos no dia-dia,
mas de extrema dor de ver Allan Kardec e os seus Ideais, toda beleza dessa Doutrina
libertadora e seus objetivos, serem enlameados por uma elite minoritária
preocupados apenas com seus umbigos. No dia que a FEB e afiliadas retirarem os
últimos resquícios dessa doença, estas páginas não
mais serão publicadas.
Hoje não vivo mais essas dores, não graças
aos exemplos da FEB ou qualquer outro órgão
a ela afiliado. O senhor Bezerra de Meneses durante o sono
me, enviara um cartão me convidando a trabalhar em
silêncio, que depois ele me explicaria tudo, mas que
nunca se afastasse do ideal de Kardec e do divino Jesus. Enquanto
a humanidade não aprender a respeitar e honrar a humilde
contribuição de Kardec no imenso trabalho do
Cristo Jesus, estarei com suor ou lágrimas seguindo
as estradas e vivendo seus Ideais. Este é um pedaço
de nossa história, mesmo com erros e acertos vou até
o fim.
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