12 DICAS ÚTEIS
Daremos a seguir algumas dicas que entendemos
ser de grande utilidade aos que lidam com as sessões práticas de
Espiritismo. São regras já conhecidas e já foram citadas
por autores diversos, no entanto, nunca serão demais recordarmos algumas
delas, para facilitar o bom andamento dos trabalhos.
1)Nenhuma
pessoa deve se colocar como dirigente de sessão prática de Espiritismo
ou mesmo se posicionar como doutrinador, sem que tenha o conhecimento doutrinário
suficiente para isso. Aos que postularem esse posto, será indispensável
o estudo regular de O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Médiuns
e O Livro dos Espíritos e a seguir toda a literatura que a espiritualidade
colocar em suas mãos. Quanto mais ler mais terá uma visão
ampla para identificar e corrigir suas próprias deficiências morais,
abstendo-se de emitir opiniões próprias em suas análises
que durante o estudo pessoal devem ser feitas com rigoroso bom senso. Só
esclarecendo-se terá autoridade para esclarecer, só vivenciando
os ensinamentos terá autoridade para ensinar.
2)
O dirigente da seção mediúnica e os doutrinadores de modo
geral devem portar-se com humildade e simplicidade seja nas sessões mediúnicas
ou fora delas. Deve lembrar-se que a verdadeira humildade nada tem a ver com as
aparências, nem com o tom de voz que se usa nas conversas empreendidas com
os Espíritos.
3) A reunião
mediúnica sempre deverá ser precedida da leitura de O Evangelho
Segundo o Espiritismo, necessário à instrução filosófico-moral
e à formação do ambiente psíquico propício
ao bom andamento das atividades de intercâmbio com o plano espiritual. Lembrando-se
sempre, que não deve ser feitos nenhum comentário posterior, afim
de que não quebre a harmonia mental e emocional do grupo.
4)
Na organização da sessão prática, o dirigente deverá
fazer o possível para dirigi-la com critérios racionais. Que o tempo
disponível às comunicações seja dividido em períodos
distintos. O período instrutivo será destinado às comunicações
dos Benfeitores. O período de manifestações espontâneas
servirá às comunicações livres, dedicados aos espíritos
que sofre e menos esclarecidos.
5) No trato
com os Espíritos manifestantes, o doutrinador procurará deduzir
o sexo a que pertença o comunicante ou simplesmente perguntando-lhe: é
um irmão ou irmã? a partir daí, seguirá educadamente
a linha psicológica ideal para a conversação.
6)
O doutrinador, evitará discutir com espíritos maldosos, que freqüentemente
procuram perturbar as sessões fazendo insinuações malévolas.
Quando algum espírito maldoso se apresentar com essas características,
ele será afastado dos trabalhos, assim que possível.
7)
Se forem observadas fixações mentais ou relutância que dificultem
o esclarecimento do Espírito manifestante, o doutrinador poderá
solicitar aos amigos do Plano Espiritual que utilizem o fenômeno de retrospecção
mental, para ajudá-lo a lembrar-se de fatos ocorridos no passado.
8)
As instruções dadas a um determinado Espírito sofredor deverão,
sempre que possível, ser ministradas de modo coletivo. Normalmente, existem
outras entidades portando os mesmos problemas do comunicante, que poderão
se beneficiar dos ensinamentos, mesmo sem se manifestarem. Lembremo-nos que o
fenômeno de esclarecimento não precisa obrigatoriamente ocorrer por
meio de médiuns.
9) O doutrinador
sondará a intimidade do Espírito comunicante e conversará
com ele utilizando de linguagem objetiva, evitando discursos doutrinários
desnecessários. Muitas vezes um bom pensamento dirigido ao Espírito
manifestante vale mais do que mil palavras.
10)
O doutrinador deverá dirigir-se aos Espírito com autoridade moral
e firmeza, evitando-se, porém, o azedume. Nesses casos, a benevolência
deverá servir de elemento moderador à energia utilizada. Lembre-se
de que a autoridade moral é dada acima de tudo pelo exemplo da vida sadia,
da conduta regrada na simplicidade e acima de tudo no amor as nossas dores.
11)
Sempre que necessário, o doutrinador poderá solicitar que um dos
Benfeitores esclareça pontos obscuros do assunto tratado na sessão.
Quando alguma dúvida persistir em certa comunicação deste
ou daquele Espírito, o doutrinador ou dirigente da mesa solicitará
na sessão seguinte, que ele esclareça aquilo que não ficou
bem entendido.
12) O doutrinador evitará
que ocorram manifestações simultâneas de Espíritos
perturbados ou perturbadores, pois que são desnecessárias e coloca
em risco a ordem moral vibratória do ambiente, pois, a única pessoa
da mesa que está autorizada a dialogar com os Espíritos são
os doutrinadores, salvo situações em que eles ou o dirigente da
mesa autorize um outro.
Conclusões:
Os espíritos inferiores são excitadores das
paixões do médium, e acabam por mostrar-lhes
os defeitos de sua personalidade, que deverão ser corrigidos.
Não há serviço mediúnico sem que
o equilíbrio pessoal se dê pela ação
dos contrários. O medianeiro chega ao bem pelo conhecimento
do mal. Por esta razão, as mesas de desenvolvimento
devem contar com pessoas maduras, dotadas de experiência
capaz de orientar com segurança. Se não for
assim, a prática da mediunidade poderá trazer
prejuízos à vida psíquica, coisa que
vem sendo muito comum na atualidade. Nenhum médium
está livre desta influência perniciosa, principalmente
quando inicia seu mandato mediúnico. Nesta fase, suas
imperfeições morais mais grosseiras e perfeitamente
compreensíveis, são verdadeiros atrativos para
as entidades atrasadas e, por esta razão, deve-se estar
alerta com a conduta da equipe que trabalha no intercâmbio.
O medianeiro deve cuidar-se com uma disciplina a mais sadia
possível, para que não seja vítima dos
seres malévolos do mundo invisível. Toda alteração
emocional ou psíquica considerada estranha e persistente
deve ser comunicada ao orientador da mesa. Se houver suspeita
de obsessão, o tarefeiro não deve ser afastado
dos trabalhos mediúnicos, e sim submetido a um tratamento
e depois reconduzido às atividades normais. Quando
se detectar pessoas impressionáveis, de raciocínio
confuso, sistemático ou excêntrico, elas devem
ser afastadas para tratamento e estudo, para não gerar
transtornos nos trabalhos práticos, conforme recomenda
o Codificador.
Queremos concluir esse pequeno texto sobre doutrinações
de Espíritos, lembrando que a literatura kardeciana
nos fornece seguras bases para a instrução proveitosa
e o diálogo com os Espíritos, seja de que natureza
for. Instruções dadas em sentido contrário
ao que estão expostas nas obras básicas devem
ser consideradas somente como opinião pessoal de médiuns
ou de Espíritos. As obras ditadas por reconhecidos
instrutores desencarnados, vindos ao plano material pelas
mãos de médiuns conhecidos e moralmente corretos,
merecem especial atenção dos estudiosos do Espiritismo.
No entanto, nos pontos em que elas divergirem das instruções
de Kardec, não deverão servir de elemento orientador
para os trabalhos práticos.
No mais, é estudar e instruir-nos, utilizando o manancial
de conhecimentos que ele nos deixou. Temos certeza de que
dessa forma, teremos menor probabilidade de nos envolver com
espíritos infelizes com intenções de
prejudicar a nossa busca pela auto-educação
moral e Espiritual no trabalho em prol do Evangelho de JESUS.
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